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Praia da Bica atrai Wind e Kitesurfe

Os bons ventos da Praia da Bica têm movimentado os esportes aquáticos como o windsurfe e o kitesurfe. Aos finais de semana, a faixa de areia próxima ao quiosque Mormaço é o ponto de encontro de um grupo de praticantes que atrai a curiosidade de quem passa e vê as manobras feitas no mar. No windsurfe, os mais experientes chegam a velejar até a ponte Rio-Niterói. Com a prancha do kitesurfe, os pulos chegam a 10 metros de altura, levados pela kite, que significa pipa em inglês.


20/04/2012 - Edição 1568

Na tarde do sábado (14), a turma aproveitou o vento para entrar no mar
Na tarde do sábado (14), a turma aproveitou o vento para entrar no mar

Por Juliana Araujo

 

Os bons ventos da Praia da Bica têm movimentado os esportes aquáticos como o windsurfe e o kitesurfe. Aos finais de semana, a faixa de areia próxima ao quiosque Mormaço é o ponto de encontro de um grupo de praticantes que atrai a curiosidade de quem passa e vê as manobras feitas no mar. No windsurfe, os mais experientes chegam a velejar até a ponte Rio-Niterói. Com a prancha do kitesurfe, os pulos chegam a 10 metros de altura, levados pela kite, que significa pipa em inglês.

 

Morador do Jardim Guanabara, Paulo Rocha pratica windsurfe há 30 anos e já disputou diversos campeonatos. As técnicas, ele aprendeu na Região dos Lagos, mas agora não costuma mais pegar a estrada para velejar. Paulo explica as condições de tempo necessárias para os esportes.

 

– Com ventos a partir de 10 nós de velocidade é certo que vai dar para cair na água. Em sites especializados como o Windguru, a gente checa a previsão do vento. A melhor época é de agosto a janeiro. Até lá, os ventos só alcançam essa velocidade quando uma frente fria vai entrar. Para nós, seria ótimo se uma biruta fosse instalada na praia para indicar a direção do vento – diz. Na falta da biruta, os praticantes costumam usar referenciais da Ilha para checar velocidade e direção. "Quando eu vejo a bandeira do Brasil, que fica no estacionamento do Assaí, totalmente esticada, sei que o vento está bom para entrar no mar", dá a dica o kitesurfista Élcio Mascarenhas.

 

Quem chega com interesse é sempre bem recebido, como Marcos Martins que acabou de comprar o equipamento de windsurfe. "Caminhando pela Praia da Bica sempre parava aqui para vê-los e resolvi tentar também", diz. Há um ano velejando, Leandro Sant’anna também contou com a ajuda dos colegas de praia para aprender. "A gente começa tentando pegar o equilíbrio e os tombos são comuns no início, mas é um esporte muito bom e meu filho que tem 14 anos já está se saindo bem. Aos finais de semana minha família toda vem para cá", conta. Os custos com os equipamentos vão de R$ 2,5 mil a R$ 3 mil.

 

Um dos praticantes mais conhecidos é o Dival Wind. Entusiasmado, esteja o vento bom ou não, ele é sempre visto na praia com a prancha de windsurfe e disposto a ajudar quem quer aprender. "A paixão é tanta que o Wind já virou sobrenome. Não sei se nesses cinco anos eu já aprendi a velejar mesmo, mas estou sempre tentando", brinca.