06/02/2026 - Edição 2288
O Bloco Se Cair Eu Como voltou a ocupar as ruas da Freguesia mostrando que, mais do que tema ou enredo, o que move o Sica, carinhosamente abreviado, é a vontade de celebrar junto. Neste ano, a decisão foi simplificar: nada de samba-enredo ou narrativa específica. A proposta foi colocar o bloco na rua e garantir a festa que a Ilha já espera todos os anos.
A rotina corrida dos organizadores impediu uma preparação mais elaborada, mas não esfriou o entusiasmo. Pelo contrário, a certeza de que o Se Cair Eu Como faz parte do calendário afetivo dos foliões foi o impulso necessário para não deixar o carnaval passar em branco e manter viva a tradição do bloco.
Para viabilizar o desfile, a organização promoveu um mutirão e contou com o apoio de parceiros importantes. A articulação foi fundamental para garantir estrutura, logística e, principalmente, um evento tranquilo, marcado pela alegria e pela diversão.
- Ver a rua cheia, gente sorrindo e famílias inteiras curtindo juntas mostra que o carnaval de bairro continua vivo. É isso que motiva a gente a seguir, mesmo com todas as dificuldades do dia a dia – afirmou um dos organizadores do bloco, André De Souza.
Quem acompanhou o grupo de foliões pôde perceber o clima leve que tomou conta da orla. A animação não vinha só do carro de som, mas também do sorriso fácil dos insulanos, que transformaram o desfile em um grande encontro de amigos, famílias e gerações diferentes curtindo juntas o carnaval de bairro.
Outro destaque do dia foi o esquema de segurança e organização. A atuação integrada da Subprefeitura, da Polícia Militar, dos garis e dos agentes de trânsito foi decisiva para o bom andamento da festa, assegurando um ambiente organizado e sem registros de confusão.
Mais uma vez, o Se Cair Eu Como reafirmou seu papel como um dos blocos mais tradicionais da região, reunindo moradores de diferentes idades em um desfile marcado pela organização, participação popular e pelo clima familiar que já virou característica do bloco.