03/04/2026 - Edição 2296
A Associação Atlética Portuguesa foi palco, no sábado (21) da 1ª etapa do Circuito Carioca de Pickleball. O evento reuniu mais de 100 atletas e atraiu centenas de pessoas ao longo de dois dias, fato que consolida a Ilha como um dos novos pontos de expansão da modalidade no Rio de Janeiro.
Ainda pouco conhecido do grande público, o pickleball é um esporte de raquete que mistura elementos do tênis, do badminton e do pingue-pongue. Disputado em quadra reduzida, com bola plástica perfurada e raquetes menores, ele tem como principal característica a facilidade de aprendizado, o que explica seu crescimento acelerado. Nos Estados Unidos, por exemplo, já é considerado o esporte que mais cresce no país nos últimos anos, com milhões de praticantes e forte presença em clubes e espaços públicos.
Idealizador do circuito, Antônio Nóbrega destacou que a proposta surgiu justamente para organizar esse crescimento no Rio de Janeiro. “O Circuito Carioca nasceu com a ideia de fazer algo que realmente fizesse sentido para os atletas. Criamos um ranking para todas as categorias, respeitando o nível de cada um, o que não era comum nos torneios anteriores”, explicou.
A escolha da Portuguesa como sede também teve um significado especial. “Sou insulano, foi aqui que conheci o pickleball e onde jogo até hoje. Não faria sentido começar esse projeto em outro lugar”, afirmou Nóbrega, ressaltando o apoio do clube para viabilizar a competição.
O avanço da modalidade na Ilha já é visível. Há cerca de um ano e meio, o Rio de Janeiro contava com aproximadamente 80 praticantes. Hoje, o torneio reuniu mais de 100 atletas inscritos. Na região, o número de pontos de prática saltou de um para cerca de seis grupos ativos, reunindo aproximadamente 80 jogadores regulares.
Entre os destaques da competição estiveram nomes como o inglês Joe Richards, o número 1 do Rio de Janeiro, Marcelo FTW, e a jovem Victoria FTW, de 16 anos, campeã da categoria Open. Na disputa mista, o atleta Piter Martins também teve bom desempenho. “Foi uma experiência incrível competir em casa, com um nível técnico alto. A Ilha tem potencial para se tornar uma referência no pickleball”, afirmou.
Para Nóbrega, o crescimento rápido está diretamente ligado ao perfil inclusivo do esporte. “É fácil de aprender, acessível e une pessoas de diferentes idades e níveis. Isso faz toda a diferença”, destacou.
Apesar do avanço, o principal desafio ainda é estrutural, especialmente pela falta de quadras cobertas. A expectativa é que a Ilha passe a integrar de forma fixa o calendário do circuito. “A ideia é ter pelo menos uma etapa por ano aqui. A Ilha já é parte importante desse crescimento e tende a se consolidar ainda mais”, concluiu Nobrega.