04/09/2026 - Edição 2318
O Teatro da Ilha, localizado em anexo ao Colégio Lemos Cunha, completou nesta sexta-feira (4) seu primeiro ano de funcionamento, marcando o retorno de um espaço dedicado à cultura na região. Antigo desejo da população insulana, o teatro voltou e atendeu a uma demanda histórica. Em 12 meses, o espaço recebeu grandes nomes do teatro, do humor e da música, ajudando a recolocar a região no circuito cultural do Rio.
O projeto foi viabilizado por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, com patrocínio da Light, além do apoio de Cedae e CNEC. A iniciativa teve como objetivo descentralizar a programação cultural do Rio e levar produções de qualidade para outras regiões da cidade.
Nesse primeiro ano, o palco recebeu grandes nomes do humor e das artes cênicas. Tom Cavalcanti, Rafael Portugal, Fábio Porchat, Diogo Portugal, Marcos Veras, Bruna Louise, Rodrigo Sant’Anna, Yuri Marçal e Diego Besou estão entre os artistas que se apresentaram no espaço. A programação também contou com atrações musicais, peças teatrais e espetáculos infantis, como Galinha Pintadinha e Bolofofos.
A boa estrutura do teatro ajudou na consolidação do projeto. O espaço conta com climatização, sonorização e estrutura adequada para receber diferentes tipos de produção, oferecendo ao público da região uma alternativa cultural sem a necessidade de deslocamento para o Centro ou a Zona Sul.
— O Teatro da Ilha nasceu de um desejo antigo da população e mostrou, nesse primeiro ano, que existe público para uma programação cultural forte na região. A resposta dos moradores tem sido muito positiva — afirma o produtor cultural Rômulo Sales, idealizador do espaço.
O primeiro aniversário é celebrado durante setembro com uma programação especial. Entre os destaques está “Renato Russo – O Musical”, com Bruce Gomlevsky e a Banda Arte Profana, nos dias 5 e 6. Apesar do sucesso, o desafio agora é ampliar o acesso. Os valores de algumas atrações ainda podem pesar no orçamento de famílias de menor renda, e sessões populares e preços diferenciados poderiam aproximar ainda mais o teatro da comunidade.
Após um ano, o saldo é positivo: a Ilha voltou a ter um teatro, grandes artistas voltaram a se apresentar na região e a cultura ganhou novamente um endereço fixo com uma estrutura que não deixa a desejar para nenhuma outra na Cidade.
Estrutura foi montada no espaço de convergência e tem 15 metros de altura
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