28/08/2026 - Edição 2317
A médica Martha Gisela Santos possui uma trajetória marcada por quase três décadas dedicadas à emergência médica. Moradora da Ilha desde os seis anos, cuidou de pacientes em situações de risco e coordenou equipes médicas. Hoje, após uma experiência pessoal que mudou sua forma de enxergar a saúde, dedica-se à longevidade, à saúde feminina e ao envelhecimento saudável.
Desde criança, a escolha pela Medicina já estava definida. Aluna do Colégio Orlando Dantas e do Newton Braga, Martha conta que nunca imaginou outra profissão.
— Desde que me entendo por gente eu dizia que queria ser médica. Eu pegava caixas de bonecas, escrevia Drª Martha Pediatra’ e as bonecas eram as minhas pacientes! — recorda.
Formada pela Universidade Federal Fluminense (UFF), iniciou a carreira em Niterói, atuando em CTI e emergência. Foi nessa área que encontrou sua grande paixão.
— Eu nunca tive consultório antes porque eu me apaixonei pela emergência. Aquele atendimento do risco iminente e a sensação de salvar vidas é algo muito gratificante e apaixonante — explica.
Em 1995, Martha começou a trabalhar no antigo Hospital Santa Maria Madalena, onde permaneceu até 2025. Na unidade, tornou-se coordenadora da emergência, sendo responsável pelo atendimento dos pacientes e por uma equipe de pelo menos 20 médicos.
— E tudo isso sem deixar de ser mãe, de ser esposa, dona de casa, de cuidar da família, etc. — afirma.
Além da medicina, Martha também serviu ao Corpo de Bombeiros. Ingressou em 2000 e permaneceu até 2020, chegando à reserva como capitã. Após deixar a emergência, investiu em um consultório próprio, onde atende há pouco mais de um ano, na Rua Cambaúba, 246.
A mudança de olhar sobre a medicina nasceu de uma experiência pessoal. Durante a pandemia, Martha enfrentou um linfoma e precisou passar por quimioterapia. A doença a fez refletir sobre o quanto havia deixado a própria saúde em segundo plano, e isto a levou a estudar mais sobre prevenção e envelhecimento saudável.
— Eu não tenho como reescrever a minha história para impedir que eu tivesse tido o linfoma, por exemplo. Mas já que isso não é possível, eu hoje faço de tudo para que eu possa escrever uma história mais saudável para outras pessoas — afirma.
Casada há 28 anos com Alberto, Martha é mãe de Leonardo e Juliana e avó da pequena Malu. Fora da rotina profissional, gosta de aproveitar a vida ao lado da família e uma vez por mês, ela e o marido saem para pescar em Itacuruçá.
— E sou boa, tá? E como uma boa pescadora, gosto de contar histórias! — brinca.
Com dedicação, cuidado e capacidade de se reinventar, Martha representa uma medicina que vai além do tratamento de doenças. Da emergência à prevenção, ela transformou a própria experiência em uma missão de ajudar outras pessoas a viver mais e melhor.
A Drª Martha é Gente da Ilha!