Opinião

Opinião – José Richard

Voto Consciente


28/08/2026 - Edição 2317

Com o início da campanha eleitoral, marcado pelos debates nos meios de comunicação e pelo corpo a corpo nas ruas, entre bandeiras, encontros e distribuição de santinhos, os candidatos se apresentam para conquistar a confiança — e o voto — dos eleitores.

Esta é uma eleição que exige atenção redobrada. Serão cinco votos: presidente da República, dois senadores, deputado federal e deputado estadual. Mais do que memorizar números e nomes, é fundamental compreender a importância e as responsabilidades de cada cargo antes de confirmar a escolha nas urnas.

Independentemente de tendências ou preferências políticas, o eleitor deveria priorizar homens e mulheres que tenham demonstrado competência, equilíbrio, compromisso e, sobretudo, seriedade em suas trajetórias. Honestidade não deveria ser um diferencial, mas uma obrigação. Ainda assim, diante da importância dos cargos públicos, esse critério precisa ser rigorosamente observado.

É lamentável que a legislação não exija dos candidatos requisitos mais rigorosos de preparo e capacidade para exercer determinadas funções. Enquanto tantas profissões dependem de formação, concursos e processos seletivos, para disputar um cargo político os requisitos formais são relativamente modestos. Ter título de eleitor e atender às exigências legais é necessário, mas pode parecer pouco diante do tamanho das responsabilidades, decisões e poderes conferidos pelo voto popular.

Por isso, cabe ao cidadão – homens e mulheres - fazer a sua própria seleção. Pesquisar a história, conhecer as propostas, avaliar a experiência e observar a coerência entre discurso e prática são atitudes que fortalecem a democracia.

Votar é mais do que um direito: é uma responsabilidade. Cada voto pode contribuir para construir um país e um estado melhor representado. Por isso, devemos valorizá-lo, exercendo-o com consciência, serenidade e a esperança que sejam eleitos os que realmente estejam preparados para servir à sociedade.