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Fernando Divino é destaque na percussão

Menino dá um show nas apresentações da União da Ilha


19/11/2021 - Edição 2068

Os mestres de bateria da União da Ilha, Keko Araújo e Marcelo Santos, confiam no talento do Divino
Os mestres de bateria da União da Ilha, Keko Araújo e Marcelo Santos, confiam no talento do Divino

Um puro talento genuíno de coração infantil surge em meio a diversos ritmistas, que fazem parte da bateria da União da Ilha. A paixão pela percussão não tem idade e Fernando Divino, de 10 anos, é um grande exemplo de uma criança que nasceu com o dom para tocar e dar show seja na quadra ou na avenida.  

Morador do Cocotá, desde o primeiro dia de vida, por influência dos pais Aline e Augusto Cezar, diretores, respectivamente, da Ala Angels e da Bateria, Divino já respirava a União da Ilha. Introduzido no mundo do samba, o menino logo cedo começou a mostrar uma aptidão com os instrumentos fora do comum, fato que surpreendeu os pais e amigos. Ainda pequenininho ele acompanhava de perto o pai nos ensaios da escola com o mestre Riquinho, depois Ciça, e a partir dali, foi pegando um impressionante jeito de tocar.  

— Não tinha nem dois anos de idade e ele já pegava baldezinho, panela, e começava a batucar, fazer barulho. Já percebíamos que era um som diferenciado. Algo relacionado a dom mesmo. É um amor desde pequeno, espontâneo, que com o passar dos anos foi crescendo e que se aprimora a cada dia — conta o pai orgulhoso.  

Atualmente, Divino toca praticamente todos os instrumentos relacionados a percussão, como pandeiro, tantã, caixa, reco-reco, surdo e, principalmente o repinique, que para sua idade é incomum, por se tratar de um instrumento com grau de dificuldade elevado. Com apenas 10 anos, já integra o grupo seleto de ritmistas da escola, responsável por conduzir e “chamar’’ a bateria com as paradinhas e bossas. 

— Eu já nasci na percussão já amando tudo isso. Eu costumo falar que aprendi a tocar ainda na barriga da minha mãe. Quando eu começo a tocar, sinto muita emoção, alegria. É o que eu amo fazer. No desfile de 2020 vim representando as crianças em uma ala na Sapucaí e me emocionei muito — conta o talentoso Divino.  

Além da União da Ilha, o menino Fernando toca também no Boi da Ilha e nos blocos Batuke de Batom e Quem Vai Vai, Quem Não Vai Não Cagueta. Mesmo com este talento, os pais se preocupam com os estudos e principalmente com o futuro. Por isso, pensam em dar tranquilidade a Fernando para seguir evoluindo em todos os sentidos da vida, e já começam a planejar levá-lo para o pagode.  

— É importante agradecer a confiança dos mestres de bateria da União. Tanto ao Keko, que é padrinho dele, como ao Marcelo, pela liberdade que dão ao Fernando para aprimorar cada vez mais o seu talento — finaliza o pai.