10/04/2026 - Edição 2297
O cruzamento entre a Rua República Árabe da Síria e a Rua Luís Belart tem gerado preocupação constante entre moradores e pedestres da região. O local, que concentra grande fluxo de veículos e circulação intensa de pessoas por conta de comércios, academias, bancos e farmácias, é apontado como um ponto crítico de risco, principalmente pela ausência de sinalização adequada e pela existência de um “ponto cego”.
De acordo com relatos de quem passa diariamente pela região, veículos que acessam a Rua Luís Belart a partir da República Árabe da Síria entram frequentemente em alta velocidade, dificultando a travessia segura. A curva existente no trecho reduz a visibilidade tanto para motoristas quanto para pedestres, agravando ainda mais a situação. Sem semáforo, faixa de pedestres ou redutores de velocidade, a travessia acaba sendo feita de forma arriscada. Além do fato de muitos motoristas não piscarem a seta informando com antecedência que farão a curva.
A Rua Luís Belart é uma das principais vias de acesso ao Jardim Guanabara e à Praia da Bica, o que intensifica o fluxo de carros ao longo do dia. Nos horários de pico, o cenário se torna ainda mais crítico, com pedestres aguardando longos períodos para atravessar e muitas vezes se arriscando entre os veículos.
Moradores afirmam que o problema não é recente e que já houve registros de atropelamentos no local. “Ali é muito perigoso. Quem vem da Estrada do Galeão para o Jardim Guanabara faz a curva rápido e não vê quem está atravessando. A gente fica sem saber a hora certa de passar”, relata o insulano Jefferson Rodrigues da Silva, de 40 anos.
Outro ponto destacado é a falta de orientação para os motoristas no momento da conversão. Sem placas indicativas claras ou qualquer tipo de controle de velocidade, muitos condutores não reduzem ao entrar na Rua Luís Belart, aumentando o risco de acidentes.
— A ausência de sinalização e de dispositivos de redução de velocidade em locais com alto fluxo é um fator determinante para acidentes. Medidas simples podem evitar tragédias – disse o comerciante Marcelo Reis, de 43 anos.
Diante da situação, moradores cobram uma ação urgente das autoridades de trânsito par a instalação de redutores de velocidade, reforço na sinalização horizontal e vertical e um estudo técnico para avaliar o que pode ser feito para evitar acidentes e atropelamentos no local. Informada pelo Ilha Notícias sobre o problema, a Subprefeitura disse que encaminhará à CET Rio pedido para implantação de uma faixa de pedestres nas proximidades da esquina com a Rua Antônio Nascimento.