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Carnaval da Ilha foi sem blocos nas ruas

Para evitar contágios, animação ficou contida para o próximo ano


19/02/2021 - Edição 2029

O Batuke de Batom deixou uma mensagem positiva na Praça da Ribeira
O Batuke de Batom deixou uma mensagem positiva na Praça da Ribeira

O carnaval foi diferente para os moradores da Ilha. O batuque, a alegria e a irreverência da folia insulana deu lugar a um silêncio responsável e consciente. O único adereço possível de usar foi a máscara, só que a de proteção. Com mais de cinco mil mortes confirmadas pela Covid-19 na região, o cortejo dos tradicionais blocos, como a Tribo Cacuia, Vermelho e Branco da Z-10, Batuke de Batom, entre outros foram adiados pelos seus organizadores em respeito à vida e o luto pelas vítimas desta doença.

A Praça da Ribeira, um dos principais pontos da folia insulana na última década, ficou praticamente vazia sem a festa característica dos últimos anos. O bloco Batuke de Batom, presidido por Cátia Coelho, que desfilaria na terça-feira de carnaval resolveu deixar uma homenagem na praça como gesto de esperança para o próximo ano. Alguns integrantes do bloco acordaram bem cedo para evitar aglomerações e enfeitaram a Praça Iaiá Garcia com balões com a mensagem: “Sempre haverá carnaval, mesmo que a gente não possa ir para a rua”.

— Infelizmente por conta da pandemia não conseguimos colocar nosso carnaval na rua. Por isso tivemos a ideia de transmitir alegria enfeitando a Praça da Ribeira, que é o ponto de encontro do desfile. É um carnaval atípico, sim, mas a mensagem é para dizer que em 2022, quando tudo isso passar, estaremos mais um ano juntos e felizes para o desfile do Batuke de Batom — disse Cátia, aproveitando para convidar a comunidade para a live da Feijoada Delivery do Batuke, que vai acontecer nas redes sociais do bloco no domingo, dia 28.

Luís Taufie, o Luizinho

O bairro do Cacuia, berço do samba insulano, também esteve em silêncio. A União da Ilha pela primeira vez não desfilou. Já a Tribo Cacuia, do presidente Luis Taufie, o Luizinho, respeitou o atual momento de pandemia e dedicou tempo para planejar o Carnaval 2022.

— Desde o segundo semestre do ano passado, já sabíamos que não daria para desfilar esse ano. A consciência neste momento é fundamental. Eu particularmente fiz meu carnaval em casa, ouvindo sambas memoráveis, sem aglomerar. Agradeço aos foliões que compreenderam este momento e esperamos que com a vacina todos e possamos comemorar muito em 2022 — disse Luizinho.