26/06/2026 - Edição 2308
Na história da nossa região sempre foi valorizado os festejos juninos nos diversos bairros insulanos. Quando falamos com os moradores mais antigos sempre é lembrada a Festa do Serrote da Igreja de Santo Antônio, na Rua Capanema, no Tauá.
Ainda vemos muitos festejos nas demais paróquias da Ilha e todas sempre são muito frequentadas por terem variedade nas atrações e as deliciosas comidas e bebidas juninas. As quermesses e quadrilhas tradicionais atraem muito a população, católicos e não católicos.
Os festejos dos santos juninos (Santo Antônio, São Pedro e São João) são muito esperados, mas já vemos pelo país que as outras religiões também criam suas festas com temas similares como: “Festa Sertaneja” ou “Festa Caipira”, “Arraial da Família”, que também valorizam essa parte da cultura brasileira dessa época do ano. Isso é muito importante.
As festas nas escolas públicas e particulares sempre se destacam, pois as crianças aprendem aspectos da cultura popular, da vida do campo, a origem dos passos da dança das quadrilhas, sobre as comidas típicas, as decorações, entendem melhor as letras das canções tradicionais, conhecem cantores e cantoras do passado e do presente que são referência nesse meio, aspectos da religião.
Como não citar o grande Luiz Gonzaga que morou no Cocotá, fez até música com o nome do bairro e sempre será reconhecido como o rei do baião?
Por exemplo, eu lembro que a festas juninas da Escola Rodrigo Otávio, Lemos Cunha, Leonel Azevedo, Newton Braga, Mendes de Moraes, Cambaúba, Olavo Bilac, na década de 1990, eram sensacionais e muito frequentadas. Na Rodrigo Otávio (onde estudei) foi criado o “Rodrigão Sertanejo” e as festas eram aos sábados a tarde aberta aos pais e à comunidade. Era muito bom.
Atualmente, por falta de espaço interno, observamos que algumas escolas/colégios têm optado em realizar suas festas em clubes da região para atender melhor às famílias e nas apresentações dos alunos.
Há também outras festas sempre muito aguardadas como a Festa do Penetra, do Clube da Portuguesa, do Iate Clube Jardim Guanabara, da União da Ilha, do GEID, da ACM, do EC Jequiá, do Governador Iate Clube, e do EC Cocotá. Assim, nos meses de junho e julho a nossa Ilha do Governador tem muitas opções para os insulanos festejarem.
Nos últimos anos, nota-se também certa descaracterização cultural em alguns eventos da nossa região. Algumas festas juninas locais mudaram o seu foco, trazendo ritmos diversos em vez das tradicionais atrações e dos clássicos trios de forró.
É necessário que o folclore junino sempre permaneça com suas raízes, com suas músicas tradicionais e que as danças de quadrilhas sempre ocorram. Para conhecer mais sobre a história da nossa Ilha do Governador siga: @roledailha8, @museudailhadogovernador, @ilhapassadopresente