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HISTÓRIA

ILHA NOTÍCIAS E O AMOR PELA ILHA

O Ilha Notícias é o principal jornal da Ilha do Governador e um dos mais importantes do País.  Possui uma cobertura ampla no bairro e tem uma história que se confunde com a própria história da região.Além de diferente das outras regiões do município, por sua geografia independente de ilha, a nossa Ilha do Governador ocupa posição estratégica no complexo urbano. Seus habitantes adquiriram um sentimento bairrista bastante acentuado e cujo amor ocupa grande espaço no coração dos insulanos.A população da Ilha supera a maioria das cidades brasileiras. Hoje somos cerca de 400 mil pessoas, protagonista de um movimento econômico que gera receita superior a noventa por cento dos municípios fluminenses. Isso faz o morador da Ilha discutir a emancipação política e administrativa do bairro. Essa solução tem como bandeira o resgate da qualidade de vida e da cidadania. Há três décadas nossas paisagens bucólicas incluíam as águas transparentes e tranqüilas que banhavam as areias brancas de praia que serviam de verdadeiros balneários nos fins de semana e férias escolares.

 

UM POUCO DA NOSSA HISTÓRIA

A Ilha do Governador é hoje um importante bairro do Rio de Janeiro, reunindo um comércio significativo, indústrias, e aproximadamente 400 mil habitantes além de receber diariamente uma população flutuante de trabalhadores e consumidores que impulsionam uma vibrante economia, em franco desenvolvimento. Tudo isso sem perder o status de bairro residencial, tranqüilo, agradável e com vida noturna. Para chegar até este estágio, a Ilha atravessou os anos, desde o seu descobrimento em 1502, pelos portugueses, crescendo em ritmo cada vez mais acelerado, integrando-se ao continente e reservando na cidade do Rio um espaço nobre e uma função participativa, conquistada pela atuação de cidadãos com espírito pioneiro, interessados no seu desenvolvimento.

Desde aqueles tempos remotos, em que D. João VI vinha para cá caçar em coutada, a Ilha é um lugar que conquista as pessoas e até mesmo desperta "paixões", o que justifica o rótulo de "bairrista" atribuído aos seus moradores atuais.

Com 32 quilômetros de área é a maior ilha da Baía da Guanabara. Chamada pelos índios Temiminós, seus originais habitantes, de Paranapuã, mais tarde recebeu o nome europeu de Ilha dos Marcajás - espécie de gato selvagem que era abundante na Ilha. O nome Ilha do Governador só surgiu depois de 1568, quando mais da metade da ilha foi doada por Mem de Sá a seu sobrinho Salvador Corrêa de Sá, nomeado Governador da Capitania do Rio de Janeiro.

A história do desenvolvimento da Ilha do Governador começou, sem dúvida, a partir da sua ligação com o continente. O papel dos transportes, até os dias atuais, é importantíssimo para que o crescimento não pare, as primeiras barcas - a vapor - atracavam na Freguesia e depois também no Galeão e na Ribeira e chegaram em 1838. Antes disso a Ilha era servida por embarcações à vela. Internamente, foi inaugurada uma linha de bondes, em 1922, ligando o Cocotá à Ribeira, sendo estendida posteriormente até o Bananal e outros bairros.

A travessia Praça XV-Ribeira em barcas foi reativada em 1986, depois de muitos anos de paralisação e diversos movimentos populares pela volta do serviço, como o que divulgava o slogan "Barcas: a Ilha merece". Quando voltaram as barcas, a Ilha recuperou também o serviço de aerobarcos, hoje desativado, que fazia a travessia Ribeira-Praça XV em 12 minutos.

Os moradores da Ilha reivindicam ainda um novo terminal para barcas, no Cocotá, localidade considerada mais central. A questão ainda é pauta permanente nos debates comunitários e políticos.

No ano de 1995, concluiu-se a obra de alargamento da estrada que passou a ter três pistas em cada sentido e pouco depois foi concluída a ligação Tubiacanga-Canárias que desvia todo o trânsito dirigido à Portuguesa, Village, Moneró, Cocotá, Tauá, Bancários e Freguesia por um caminho paralelo, desafogando ainda mais o fluxo na Estrada do Galeão.
O grande marco do desenvolvimento da Ilha, porém, foi a construção das pontes, ligando a Ilha do Governador à do Fundão e essa ao continente, em 1949. A linha de ônibus Mauá-Governador, da companhia Paranapuã, foi a primeira a fazer a travessia de passageiros pela nova ligação. Seis anos depois, em 1955, a viação ideal instalou-se para aumentar as opções dos moradores da Ilha com suas linhas. As duas empresas operam até hoje no bairro e são responsáveis por quase todas as linhas internas e de ligação com o continente.

A partir de 1952, uma nova maneira de chegar à Ilha tornou-se possível: por via aérea, com a inauguração do Aeroporto Internacional do Galeão. Em 1977 ganhamos o Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro - AIRJ, o maior complexo aeroportuário da época, com capacidade inicial para seis milhões de passageiros/ano, passando o Galeão a ser apenas terminal de cargas. O projeto do AIRJ consta da construção de quatro terminais de passageiros, a serem construídos à medida que a demanda do tráfego exija. Atualmente, diversas empresas de aviação operam no AIRJ, ligando o Rio de Janeiro - da Ilha do Governador - às principais cidades do mundo. O segundo terminal, já foi concluído e já se encontra em funcionamento.

 

COMUNICAÇÕES

Os primeiros telefones - de sistema de magnetos - funcionaram na Ilha em 1933. A Cetel chegou com as linhas convencionais em 1962. Durante alguns anos dois prefixos serviam à Ilha o 393 e o 396. Em novembro de 1989 a Telerj incorporou a Cetel com a ampliação das centrais que se tornou indispensável, foram criados para o bairro diversos outros prefixos.

Por sua característica territorial geograficamente definida e uma população que supera a de alguns municípios fluminense expressivos, a Ilha sempre teve sua imprensa regional. Os jornais de bairro escrevem a história local desde maio de 1900, data de que se tem notícia do primeiro periódico - O Suburbano. Mais de vinte outros foram catalogados até hoje, valendo mencionar o Amig - que circulou por 30 anos, de 1946 a 1976, e o semanário Ilha Notícias, fundado em setembro de 1976, que ainda encontra-se em circulação. O Jornal O Globo, a partir de junho de 1982, dedica também um suplemento ao bairro, aos domingos, chamado Globo Ilha. Além de sediar a difusora AM Rádio Rio de Janeiro a Ilha conta também com algumas academias de letras, de artes e galerias de exposição.

 

MINICIDADE

Não falta quem se refira à Ilha do Governador como uma cidade, principalmente pela sua auto-suficiência em quase todos os setores. Cercada de unidades militares - a Base Aérea do Galeão, os quartéis dos Fuzileiros Navais, a Estação de Rádio da Marinha e 17° Batalhão de Polícia Militar - a Ilha tem uma delegacia de polícia, a 37ª e um Fórum regional, com cartório do registro civil, duas varas cíveis, uma família e uma criminal com Tribunal do Júri. Além disso, tem uma subseção da OAB-RJ e Defensoria Pública.

Desenvolvido em ritmo alucinado a partir da década de 70, o bairro tem pelo menos uma agência de cada banco dos mais importantes, centenas de escolas, cursos livres e faculdades, inúmeras agências dos correios, três hospitais de porte - o Paulino Werneck, Nossa Senhora do Loreto e da Aeronáutica, além de várias clínicas particulares com centro cirúrgico e CTI. Temos um destacamento do Corpo de Bombeiros, um posto da Defesa Civil que funciona na sede da Administração Regional, uma Divisão de Conservação e Obras da Prefeitura, um Departamento de Fiscalização e Edificações e uma gerência da Comlurb, que coordena a ação da coleta de lixo na Ilha.

Pioneirismo parece ser sinônimo de Ilha do Governador. Sempre que um governo ou empresa pretende implantar uma novidade, pensa no bairro para piloto. A privatização dos serviços de limpeza urbana, iniciada em 1994, não é a única referência. A justificativa é uma só - a Ilha é uma amostra perfeita, um espaço físico delimitado, que facilita o controle dos resultados, reunindo em pequena escala tudo o que o Rio de Janeiro tem - todo tipo de atividades econômicas, população de todas as camadas sociais, topografia variada - com planos e morros, rios e mar, isolada e ao mesmo tempo próxima do centro da capital.

Tanto crescimento atraiu instituições reconhecidas em todo o mundo, como clubes de serviço. O Rotary Internacional tem na Ilha quatro clubes - o Rotary Club Ilha do Governador, o Galeão, o Guanabara e o Paranapuã. O Lion's Clube também tem um grupo no bairro e há dezenas de instituições assistenciais, ligadas a entidades religiosas ou não - como a Fraternidade Feminina de Paranapuã, da maçonaria; o Grupo Anjos do Loreto, que ajuda os pacientes carentes daquele hospital; grupos de igrejas católicas, protestantes, da Igreja Messiânica, de grupos espíritas entre outros.

Para o lazer, além das inúmeras casas noturnas e restaurantes, a Ilha tem seis grandes clubes - o Iate Clube Jardim Guanabara, o Jequiá Iate Clube, o Esporte Clube Jardim Guanabara, o Governador Iate Clube e o Esporte Clube Cocotá, além da Associação Atlética Portuguesa, que levou o futebol da Ilha à primeira divisão por alguns anos, é um dos clubes mais tradicionais do lugar e deu nome ao bairro da Portuguesa. Temos também no bairro dois cinemas (no shopping center) e dois teatros - o Óperon e o Lemos Cunha.

No carnaval, o bairro tem três escolas de samba para representá-lo: a União da Ilha, que desfila no Grupo Especial ao lado das maiores do Rio; a Boi da Ilha, que tenta uma vaga e a Acadêmicos do Dendê, que de vitória em vitória galgou rapidamente os degraus que a levaram de bloco a escola do Grupo de Acesso.

Com uma economia forte, o bairro tem cerca de 5 mil atividades cadastradas na Associação Comercial e Industrial - Acinig, contando entre seus contribuintes dois complexos industriais de multinacionais do petróleo: a Shell Lubrificantes (que da Ribeira distribui seus produtos para todo o Brasil) e a Paramins/Solutec, fábrica de aditivos e óleos lubrificantes da Exxon, no Zumbi. Também funciona no bairro um estaleiro naval, ex-Emaq, que recentemente passou a ser chamar Eisa - Estaleiros da Ilha S/A., na Praia da Rosa. Há ainda uma grande fábrica de produtos plásticos - a Poligran e a Fisher do Brasil, fábrica de buchas, além de centenas de microempresas que produzem todo tipo de artigos.

Nada mal para quem tevê sempre um papel produtivo na economia do Rio, desde as primeiras caieiras (fábrica de cal de mariscos), plantações de café e canã-de-açúcar do século passado. Em 1860 iniciou-se a fabricação de tijolos e telhas, que deu nome à Praia da Olaria e originou, na então fazenda da Conceição, hoje Jardim Guanabara, a Fábrica de Produtos Cerâmicos Santa Cruz, que erguida entre 1873 e 1976, chegou a exportar para a Argentina parte de sua produção.

 

CRESCIMENTO

Quando deixou de produzir produtos cerâmicos à empresa continuou na Ilha, como Companhia Imobiliária Santa Cruz, que loteou todo o Jardim Guanabara, operando já no século XX.

E se o Jardim Guanabara teve uma ocupação gradual, por uma camada social mais elitizada, não faltaram na Ilha, principalmente a partir dos anos 70, os enormes conjuntos habitacionais. Na Portuguesa, dois dos maiores - o Santos Dumont e o Rubem Berta (ou Aerobita) - concentram milhares de pessoas. O Village da Ilha, construído no local onde existia o Morro do Urubu (Segundo dados da historiadora Cybelle de Ipanema, em "História da Ilha" - 1991) e outros como o Alves Câmara e Figueira da Foz, mudaram a paisagem do bairro bruscamente.

Com a chegada já nos anos 90, do Hipermercado Bom Marché (no lugar onde se dizia a "Segunda Casa Sendas") e logo a seguir o Ilha Plaza Shopping, a Ilha deu um novo salto, entrando para uma nova era, aproximando o futuro. O "Rio-Cidade", grande projeto de tratamento paisagístico do Rio, elaborado pela prefeitura, começou pela Ilha. Modernas técnicas de arquitetura urbanística chegam ao bairro, como a fiação elétrica e telefônica subterrânea.

Lado a lado com o moderno, prédios tombados por toda a Ilha lembram o passado histórico. Na Freguesia, a Igreja Nossa Senhora da Ajuda foi incorporada ao patrimônio nacional, bem como a de Nossa Senhora da Conceição, no Jardim Guanabara. Ao mesmo tempo, a área ao redor da Praia do Engenho foi transformada em área de preservação ecológica e no local construído um parque, com o nome de um estudioso da história do bairro, o professor Marcello de Ipanema.

A cada dia escrevendo um novo capítulo sobre a história do bairro, a família Ipanema passou a ser parte dela. Cybelle de Ipanema, esposa de Marcello, ajudou a instituir a três anos o dia da Ilha - 5 de setembro - data da doação da Ilha ao Governador Salvador Corrêa de Sá, que lhe deu o nome atual. Comemorada na semana da Pátria, a data ganhou rapidamente o respeito cívico dos moradores e uma festa popular onde não falta o tradicional "parabéns pra você", para o bairro do coração. E nas palavras do ex-administrador regional Francisco Assunção, resume-se o sentimento dos moradores: - "A Ilha não se esquece, quem pode não a deixa e se deixá-la, podendo volta".

 

O COTIDIANO

O dia amanhece na Ilha do Governador, saudado pela brisa que sopra da Baía da Guanabara. Pelas ruas do bairro, milhares de pessoas seguem em ritmo alucinado para o trabalho ou para a escola. É a Ilha que começa a acordar para seguir sua rotina semanal.

O comércio, por sua vez, está pulsando a mil por hora, principalmente nas Estradas da Cacuia e do Galeão, esta última considerada o coração da Ilha, com lojas e bancos ao longo de toda sua extensão, gerando recursos dia e noite.
Os colégios abrem suas portas para os alunos, que encontram no bairro um leque de instituições de ensino da rede municipal, Cieps, escolas particulares e cursos de língua estrangeira e preparatórios para o vestibular, técnicos e até para a carreira militar.

O trânsito borbulha por todos os pontos: do Bananal à Portuguesa, do Bancários à Ribeira. A Ilha que a décadas atrás era um verdadeiro balneário para a classe média carioca, hoje tem característica de cidade, com cerca de 400 mil habitantes, mas sem perder aquele charme, que atrai visitantes de norte a sul do Brasil.

A Ilha cresceu e tudo o que você pensar pode encontrar aqui. Roupas, móveis, eletrodomésticos, autopeças e até a casa de seus sonhos, que pode estar com uma das várias imobiliárias existentes no bairro. Isto sem falar no ótimo negócio que você pode fazer nas inúmeras revendedoras de automóveis, que proliferam a cada dia, sempre com uma boa opção para quem deseja comprar ou trocar de carro.

A rotina de quem mora na Ilha é bem diferente de qualquer outro bairro do Rio de Janeiro e passa de forma despercebida para quem aproveita as belas paisagens que a Ilha oferece, como a ponte Rio-Niterói e o Pão de Açúcar, dois dos mais famosos cartões postais da Cidade Maravilhosa.

Quando chega o final de semana, toda a tensão e o estresse acumulados são completamente esquecidos em passeios com a família pelos parques e praças da Ilha, como o Parque Poeta Manoel Bandeira, no Cocotá, o maior bairro, com campos de futebol, quadras de tênis e um amplo estacionamento.

Existe também o Parque Ecológico Marcello de Ipanema, em homenagem ao ilustre professor e historiador insulano, autor de livros sobre a Ilha. O terreno fica no Jardim Guanabara e possui playground e anfiteatro, tudo bem próximo à Mata Atlântica.

Tem ainda aqueles que aproveitam o dia de folga na praia. Engenhoca, Zumbi, Freguesia, Bananal e da Bica e outras que esperam ter de volta as águas cristalinas com a conclusão do Programa de Despoluição da Baía da Guanabara.
Para quem não perde aquela "pelada" com os amigos, a Ilha oferece muitos campos de futebol nos clubes espalhados pelo bairro, que também apresentam diversas opções de lazer para toda a família, como piscinas, ginásios e salões para festas de aniversário, casamento, batizado, bodas e muito mais.

O Corredor Esportivo, no Moneró, também surge como uma das alternativas em meio a tantas outras que cercam a Ilha do Governador quando o assunto é esporte e lazer.

E como não poderia deixar de ser, a variedade gastronômica é um verdadeiro festival, com uma vasta cadeia de bares, restaurantes, churrascarias e fast-foods, que não deixa nada a desejar para outros bairros, satisfazendo as exigentes colônias portuguesa, italiana e árabe, com seus representantes, além do grande número de gaúchos e nordestinos que escolheram a Ilha para viver e trabalhar.

À tarde, uma ótima pedida é dar um pulinho até o Ilha Plaza Shopping e visitar suas lojas, conferindo os preços e as tendências da moda que desfila pelo bairro. Os cinemas apresentam os maiores sucessos da atualidade e a Praça de Alimentação tornou-se o ponto de encontro dos adolescentes insulanos.

O Ilha Plaza oferece promoções de todos os tipos e com o seu projeto música na praça traz semanalmente intérprete da MPB para o palco que é montado na Praça de Alimentação. Além disso, o shopping inova com exposições de todos os tipos e muitas brincadeiras para a criançada.

Para encerrar o dia com chave de ouro, nada melhor que assistir ao pôr-do-sol na beira de uma das praias do bairro ou então na vista da Ilha, que fica no Jardim Guanabara e geralmente é freqüentada por casais de namorados, que aproveitam a bela paisagem para fazer declarações de amor um ao outro e traçar planos para um futuro a dois.

A noite na Ilha do Governador chega com um show de luzes e cores vivas que encantam a todos, deixando o bairro ainda mais bonito. Não faltam opções para quem quer se divertir ou ter um bom jantar. Nesse caso, os bares e restaurantes voltam à cena, atraindo até moradores vizinhos e também os mais distantes, graças à Linha Vermelha, que coloca a Ilha a 15 minutos da zona sul.
Para os jovens, a Ilha reserva grandes agitos noturnos em vários pontos do bairro, como o La Playa, com atrações para todos os gostos ao longo da semana, variando entre pagode, rock e MPB.
A Praia da Bica e a orla marítima do bairro também aderem aos encantos da noite, atraindo um público alegre e desinibido, capaz de ficar apreciando a vista até altas horas da madrugada, cativando novas amizades junto aos treileres.
Escolas de samba para representar o bairro, não faltam. O Boi da Ilha, antigo bloco Boi da Freguesia, que arrastava dezenas de foliões pelas ruas; e a Acadêmicos do Dendê, que já deixou sua marca na história do carnaval, ao conquistar títulos em grupos de acesso. E isso sem falar da nossa amada União da Ilha do Governador, que tantas vezes já nos encheu de orgulho com sambas q ficaram na história.

Outro fato que enche os moradores da Ilha de orgulho é ter como vizinho o Aeroporto Internacional do Rio de janeiro, por onde chegam pessoas de todas as partes do mundo, para tratar de negócios ou apenas a lazer. Sua estrutura e a eficiência dos serviços colocam o Aeroporto Internacional do Rio entre os mais modernos de todo o planeta.

O aeroporto tem vida própria e ininterrupta. São restaurantes, serviços de correio, que envia correspondência para qualquer lugar; uma livraria, com jornais e revistas de todo mundo; lojas, butiques e até uma capela, para aquela prece antes do embarque. São serviços 24 horas por dia, para atender os passageiros mais exigentes que chegam ao Rio ou estão embarcando para mais uma viagem.

Após um bom passeio pelas ruas da Ilha, podemos notar em cada esquina, em cada residência e em cada roda de amigos a esperança e o carisma que os insulanos levam dentro de si, porque talvez, tenham escolhido um lugar abençoado por Deus para viver.

A Ilha do Governador, que é também do trabalhador, do empresário, do estudante, está sempre de braços abertos para acolher qualquer um que queira morar ou estabelecer o seu negócio no bairro, que oferece grandes oportunidades em vários ramos do comércio.

A Ilha cercada por outras ilhas menores, que embelezam ainda mais a paisagem que pode ser vista do bairro. A Ilha de suas indústrias, fornecendo aditivos e óleos para todo o país, construindo navios de grandes porte, que são encomendados por inúmeras indústrias de vários estados brasileiros.

A Ilha dos seus clubes de serviço, como o Lions e os Rotarys, sempre atuando em conjunto com a comunidade, através de cursos profissionalizantes e palestras para a sociedade.

O progresso, uma das principais características da Ilha do Governador de hoje, fez com que o bairro fosse o primeiro do município a ser escolhido para a realização das obras do projeto Rio-Cidade. É isto não ocorreu por acaso, uma vez que a Ilha, assim como o nosso país, está em pleno desenvolvimento, e seus horizontes estão voltados para um futuro onde, certamente, a Ilha estará entre os melhores lugares do Brasil para se viver.


Edição 1837
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