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Opinião

10/02/2012 - opiniao /Edição 1558

O morador de rua que estava sendo agredido por um grupo de jovens, na semana passada, na Praça Jerusalém contou na polícia que não sabe o que aconteceu. Certamente está acostumado a levar muitas surras e insultos por existir, e preferiu o silêncio. Assim evitou retaliações futuras e saiu de cena. Mesmo que tenha sido inconveniente em algum momento, ele, e ninguém, merece apanhar. Os agressores foram covardes com o mendigo e com o jovem que foi tentar protegê-lo. Aliás, pelo que foi contado até agora, a interferência do estudante talvez tenha salvado a vida do homem, mas a fúria do grupo era tanta que quase tirou a sua própria vida.

 

A reação do jovem Vítor Suarez deve servir de exemplo para toda sociedade que precisa reagir contra outras covardias que acontecem diariamente pelas ruas. O silêncio nos torna coniventes com todas essas confusões e cegos para as maldades que hoje ferem e matam pessoas desconhecidas, mas que amanhã, podem atingir nossas famílias. É só uma questão de tempo. O noticiário está repleto de casos semelhantes e muitas vezes os agressores vivem tranquilos e impunes pela nossa omissão e culpa. Viver no mundo civilizado exige punições para estabelecer limites de comportamento e sacrifícios para garantir todas as conquistas, nem que seja o simples direito de andar tranquilamente pelas ruas. É preciso denunciar não apenas os corruptos da política, mas também todos aqueles agentes do mal que estão fora da lei, que prejudicam a sociedade e nos agridem pela prepotência e agressividade. Vamos reagir e mirar no exemplo do corajoso jovem.

 

 

 

 




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