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Opinião

28/12/2018 - opiniao /Edição 1917

Mais um ano e o problema do transporte marítimo continua encalhado, prejudicando gravemente a mobilidade dos moradores da Ilha do Governador. A falta de uma opção confiável pelo mar é um absurdo que perdura há anos sem solução. Aliás, antigamente o sistema de barcas funcionava muito melhor quando as barcas atracavam na bucólica Ribeira.

Hoje praticamente são as mesmas embarcações sexagenárias que ainda se arrastam perigosamente pelas águas da Baía de Guanabara. O terminal mudou para o Aterro do Cocotá, lugar geograficamente mais central, mas o sistema não acompanhou a modernização e algumas embarcações para transportar até 2 mil passageiros sofrem com o desgaste do tempo e do uso. Em 2015uma barca lotada, que chegava da viagem das 20h teve um problema técnico e foi parar nas pedras, ao lado do terminal. Ninguém se feriu e os passageiros foram retirados com a ajuda dos bombeiros.

Uma das promessas do governador Pezão na campanha eleitoral foi colocar novas barcas no trajeto Ilha x Centro. Porém nada disso se cumpriu, pelo contrário, a empresa Barcas S.A. em 2017, manifestou oficialmente a vontade de entregar a concessão, que considera deficitária, e não estaria mais disposta a continuar operando a linha da Ilha do Governador. Mas o Governo Estadual exigiu a manutenção dos serviços, mesmo precariamente como é feito até hoje, e o problema é empurrado com a barriga.

O governo e a concessionária não entenderam que para tornar rentável o transporte de passageiros precisam criar confiança no serviço e uma faixa de funcionamento, pelo menos entre as 6h às 21h, com intervalos de no máximo uma hora, para atender os milhares de insulanos que se deslocam entre a Ilha e o Centro. E conquistariam milhares de passageiros funcionando também nos finais de semana e feriados com itinerários de lazer na Baía de Guanabara.





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