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Opinião

25/05/2018 - opiniao /Edição 1886
A fragilidade das instituições públicas diante da greve dos caminhoneiros gerou sérias preocupações ao governo que se viu refém de um movimento que aparentemente não foi provocado por partidos políticos, mas pela insatisfação de uma classe que há muito tempo vive no sacrifício.
 
Os recentes aumentos consecutivos nos preços dos combustíveis, estabelecidos pela Petrobras aumentaram a preocupação dos motoristas, cujos ganhos foram sendo diluídos a cada vez que enchem o tanque. A pressão se tornou insuportável e a classe, de modo organizado, se uniu em todo Brasil, provocando o caos no abastecimento. A população e os negócios sofrem as consequências, mas quando as autoridades fazem ouvidos de mercador não restam alternativas, senão criar fatos para resgatar a dignidade de uma profissão tão relevante para o país.
 
Embora os transtornos causados a todos brasileiros, não há como negar que a paralização dos caminhoneiros foi justa, sobretudo por chamar mais uma vez a atenção sobre a quantidade de impostos embutidos na venda dos combustíveis, que tornam os derivados de petróleo uma grande fonte de arrecadação dos governos, cuja incompetência para resolver a crise ganhou a nota máxima.
 
Muitas outras categorias profissionais têm o poder de praticamente parar as atividades econômicas do país, através de protestos semelhantes que podem gerar prejuízos incalculáveis a todos cidadãos e atividades produtivas. Tenho a esperança de que nossos líderes políticos percebam a gravidade do momento para evitar um novo caos como o desta semana. 
 
Para isso os governos precisam agir para diminuir impostos e tornar os produtos mais baratos. O trabalhador brasileiro precisa respirar e sair desta verdadeira escravidão de impostos. Acabar com a corrupção pública é uma das soluções.




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