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Opinião

11/05/2018 - opiniao /Edição 1884
O problema do transporte marítimo de passageiros operado pela concessionária CCR já atingiu os limites da paciência dos habitantes da Ilha do Governador. As expectativas de que o sistema poderia melhorar com a colocação de novas embarcações com mais horários foi à deriva e ninguém fala sobre o assunto.
 
Enquanto a concessionária tenta se livrar da linha, que ela considera um abacaxi, comparado com a rentável linha Rio x Niterói, os passageiros insulanos pagam o pato viajando em barcas velhas, desconfortáveis e perigosas. Além disso, os 3 horários para as viagens, tanto de ida como de volta, são subdimensionados para o potencial das necessidades de uma região com quase 300 mil habitantes.
 
O pior é que, como algumas outras prioridades que dependem das ações públicas, não existe nenhuma perspectiva para revitalizar o uso de barcas, opção de transporte tão importante para uma região cujas características geográficas permitem o transporte pelo mar.
 
O uso de embarcações de pequeno e médio porte poderia ser a solução para fazer a ligação entre diversas cidades do entorno da Baía de Guanabara como também entre alguns bairros da cidade do Rio de Janeiro e os aeroportos Santos Dumont e Galeão. 
 
Embora a concessão linhas para o transporte marítimo entre cidades seja de responsabilidade do Estado, os municípios poderiam modificar as regras e assumir esse tipo transporte para beneficiar seus habitantes. Prefeitos e vereadores certamente seriam aplaudidos pelos moradores.




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Opinião - José Richard - Tenho repetido algumas vezes que a região da Ilha do Governador é de extrema importância para o desenvolvimento da cidade do Rio de Janeiro. Seja pelo aeroporto internacional e toda planta de serviços aeroviários, seja pelas grandes empresas instaladas na região, como estaleiros e grandes empresas de derivados de petróleo.

Opinião - José Richard - É triste a imagem das três grandes embarcações juntas e abandonadas no cais do Estaleiro Eisa, como retrata reportagem na página 7 desta edição. O prejuízo causado pelos cancelamentos das encomendas causou graves prejuízos à empresa e à Ilha do Governador, onde viviam, na época, a maioria dos 3,5 mil funcionários demitidos do estaleiro.

Opinião - José Richard - Tenho observado, na redação do Ilha Notícias, o crescimento das reclamações de leitores contra o aumento da sujeira nas praias e do lixo abandonado nas calçadas. São muitas as mensagens enviadas por pessoas indignadas, que chegam através das redes sociais, como Instagram, site, WhatsApp e Facebook. O curioso, é que esse significativo aumento de denúncias contra a imundície, mira nos sujismundos, aquelas pessoas que não estão nem um pouco preocupadas em jogar nas ruas, latas de refrigerante, restos de lanches, papéis e outras porcarias.

Opinião - É uma pena que a Ilha do Governador e Fundão não seja um município. Tem todas as condições para isso, sobretudo um conjunto de fatores que geram receitas importantes para garantir o funcionamento e gestão do que seria uma cidade próspera, e com melhor qualidade de vida.

Opinião - José Richard - A Transportes Paranapuan que já foi uma das melhores empresas de ônibus da cidade, sofre a pior crise financeira da sua história gerando graves consequências para a população da Ilha do Governador e Fundão. Com os problemas da Paranapuan centenas de trabalhadores, principalmente motoristas e cobradores, foram demitidos, provocando mais desemprego na nossa região, já afetada pelas 3,5 mil demissões no estaleiro Eisa, há cerca de dois anos e sem prazo para retomar suas atividades.

Opinião - José Richard - Esta semana assisti, como muitos outros moradores da Ilha do Governador, um balão de grandes proporções flutuando em nível descendente pelos céus da região, na direção ao aeroporto do Galeão. Ao mesmo tempo, um grupo de homens se deslocava por terra em carros, motos e bicicletas acompanhando a geringonça. E mais dois barcos seguiam pela costa em direção ao Fundão, acredito para tentar recuperar o balão caso os ventos o fizessem pousar na Baía de Guanabara, e seria um alívio para todos nós que se desmanchasse nas águas.


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