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Opinião - José Richard

04/05/2018 - opiniao /Edição 1883
A poluição nas águas da Baía de Guanabara afetam diretamente todas as praias da Ilha do Governador e nenhuma outra região da cidade é tão prejudicada quanto a nossa, cercada de águas sujas e extremamente perigosas para a saúde.

O problema não é de hoje, mas, há mais de 40 anos, vem piorando. As obras e medidas tomadas para despoluir foram simplórias pelo tamanho do problema e também não acompanharam a velocidade dos criminosos agentes poluidores, cujo protagonismo principal é de uma parte significativa da população que insiste em jogar esgoto, lixo e resíduos químicos, tanto nas águas da baía como nos rios e outros afluentes que desaguam nela.

O pior de tudo é que não existe nenhum movimento ou projeto sério que signifique uma esperança para as próximas décadas. A eventual balneabilidade de algumas praias acontece em alguns momentos pelo movimento das marés que lançam água limpa do oceano para dentro da baía. Sem esse fato, provocado pela própria natureza a Baía de Guanabara já seria um caudaloso cemitério da vida marítima.

No feriado do Dia do Trabalho na orla do Quebra Coco, bairro exclusivamente residencial, algum morador despejou na rede de águas pluviais um tipo de líquido de cor clara, que tingiu às aguas do mar por algumas horas e certamente prejudicou todos os seres viventes das redondezas. Trata-se de um verdadeiro crime ambiental, cujo autor não foi ainda identificado em razão do uso das tubulações subterrâneas usadas para levar as águas das chuvas e das instalações residenciais, excluindo os esgotos.

Embora o governo não faça a sua parte, investimentos em obras grandiosas para diminuir a poluição, cabe à população ter a consciência sobre os brutais danos que esses despejos clandestinos e descartes de lixo individuais causam ao meio ambiente e à saúde de todos nós. Hoje não há nenhuma esperança para recuperação da Baía da Guanabara. Uma pena!





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