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Opinião

09/03/2018 - opiniao /Edição 1875
É inexplicável a retirada de parte ou de toda frota em algumas linhas de ônibus que circulam na Ilha do Governador. Pelo que se sabe foram ações decididas pelas próprias empresas que entenderam que elas não eram lucrativas. Simples assim.

O sistema de transporte de passageiros que já era ruim, está ficando a cada dia pior, gerando revolta e prejudicando os passageiros que são obrigados a esperar muito tempo pelos ônibus dessas linhas que ainda não acabaram, mas que já tiveram a frota bastante reduzida.

É um desrespeito aos passageiros, cujas vidas e responsabilidades são programadas pelos horários e trajetos das conduções, principalmente porque aconteceu sem aviso prévio e de uma hora para outra deixaram de circular. O sistema de mobilidade urbana continua piorando e abre espaço para o transporte alternativo e oportunista muitas vezes ilegal e perigoso.

Problema semelhante já aconteceu tempos atrás com o surgimento das kombis e vans que ocuparam, e continuam ocupando, cada dia mais, os trajetos mal atendidospelos ônibus. E isso é péssimo, porque o serviço do transporte complementar, em muitos casos é realizado por veículos piratas, dirigidos de modo louco pelas ruas, desrespeitando sinais e colocando em risco os passageiros, o restante da população e outros carros nas ruas. 

O pior é que não existem movimentos ou planos para que a situação mude e as empresas de ônibus sejam obrigadas e fiscalizadas para cumprir as obrigações das concessões de cada linha. A previsão é que o sistema pode piorar por absoluta má vontade de algumas empresas que não cumprem as obrigações com a população, nem justificam porque não fazem.




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Opinião - José Richard - Tenho repetido algumas vezes que a região da Ilha do Governador é de extrema importância para o desenvolvimento da cidade do Rio de Janeiro. Seja pelo aeroporto internacional e toda planta de serviços aeroviários, seja pelas grandes empresas instaladas na região, como estaleiros e grandes empresas de derivados de petróleo.

Opinião - José Richard - É triste a imagem das três grandes embarcações juntas e abandonadas no cais do Estaleiro Eisa, como retrata reportagem na página 7 desta edição. O prejuízo causado pelos cancelamentos das encomendas causou graves prejuízos à empresa e à Ilha do Governador, onde viviam, na época, a maioria dos 3,5 mil funcionários demitidos do estaleiro.

Opinião - José Richard - Tenho observado, na redação do Ilha Notícias, o crescimento das reclamações de leitores contra o aumento da sujeira nas praias e do lixo abandonado nas calçadas. São muitas as mensagens enviadas por pessoas indignadas, que chegam através das redes sociais, como Instagram, site, WhatsApp e Facebook. O curioso, é que esse significativo aumento de denúncias contra a imundície, mira nos sujismundos, aquelas pessoas que não estão nem um pouco preocupadas em jogar nas ruas, latas de refrigerante, restos de lanches, papéis e outras porcarias.

Opinião - É uma pena que a Ilha do Governador e Fundão não seja um município. Tem todas as condições para isso, sobretudo um conjunto de fatores que geram receitas importantes para garantir o funcionamento e gestão do que seria uma cidade próspera, e com melhor qualidade de vida.

Opinião - José Richard - A Transportes Paranapuan que já foi uma das melhores empresas de ônibus da cidade, sofre a pior crise financeira da sua história gerando graves consequências para a população da Ilha do Governador e Fundão. Com os problemas da Paranapuan centenas de trabalhadores, principalmente motoristas e cobradores, foram demitidos, provocando mais desemprego na nossa região, já afetada pelas 3,5 mil demissões no estaleiro Eisa, há cerca de dois anos e sem prazo para retomar suas atividades.

Opinião - José Richard - Esta semana assisti, como muitos outros moradores da Ilha do Governador, um balão de grandes proporções flutuando em nível descendente pelos céus da região, na direção ao aeroporto do Galeão. Ao mesmo tempo, um grupo de homens se deslocava por terra em carros, motos e bicicletas acompanhando a geringonça. E mais dois barcos seguiam pela costa em direção ao Fundão, acredito para tentar recuperar o balão caso os ventos o fizessem pousar na Baía de Guanabara, e seria um alívio para todos nós que se desmanchasse nas águas.


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