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Opinião

06/10/2017 - opiniao /Edição 1853
Quem não tem talento para criar belas obras de arte, exibe o melhor de si através de figuras grotestas e desrespeitosas para chocar o público, como o conjunto de podridão cultural com cenas de zoofilia, pedofilia e blasfêmia expostas há poucos dias no Queermuseu, do Santander, em Porto Alegre. 
 
Agora os produtores culturais tentam trazer a mesma exposição para o Rio de Janeiro num ato de desafio ao pudor das famílias cariocas, que são as mais avançadas nas novidades da moda e comportamento no país, mas sabem reconhecer os limites da liberdade de expressão e a ofensa. Essa exposição feriu o povo brasileiro e significa um retrocesso aos tempos de Sodoma e Gomorra. Nunca arte!
 
Na semana passada, em São Paulo, organizadores da performance “La bête” permitiram que o público, em que parte era infantojuvenil, assistisse aos movimentos de um homem nu durante a abertura do 35º Panorama de Arte Brasileira, no Museu de Arte Moderna. Alguns críticos acham normal que uma menina, embora acompanhada da sua mãe, tocasse o homem nu que se fazia de obra de arte. 
 
Já na cidade de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul a polícia apreendeu, na semana passada, no Museu de Arte Contemporânea, uma pintura cujo título “Pedofilia” retrata uma criança diante de um homem nu. Grosseria! 
 
A inacreditável repentina coincidência de pretensas atividades culturais com agressões simultâneas à moralidade, e as absurdas exibições de telas pornográficas, devem ter como objetivo destruir os princípios que restam à humanidade contaminando, sem limites, as mentes jovens. É inadmissível que essas ações continuem sem uma forte reação da sociedade contra esses absurdos que argumentam sob o escudo da cultura.




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