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Desde março que os alunos do colégio Brigadeiro Newton Braga estão envolvidos em um projeto que incentiva a prática de atitudes sustentáveis. Com a orientação dos professores de Biologia e Química, um grupo de seis alunas usa os equipamentos do laboratório de Química do colégio para transformar óleo de cozinha usado em sabão. A iniciativa positiva trouxe reconhecimento para a escola, que foi convidada para apresentar o projeto na Feira de Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia da Rio+ 20, que acontece entre os dias 12 e 14 no armazém 4 na zona portuária.
O professor de Química Marcelo Trancoso conta que a ideia do projeto ecológico é antiga e ganhou força com a entrada da professora de Biologia Elisangela de Souza que está há um ano no colégio. "Decidimos então trabalhar juntos e selecionar alunas que tinham interesse em prestar vestibular para carreiras ligadas à Química. É uma forma de aproximá-las da profissão", explica. A equipe é composta por seis alunas que estão cursando o 2º e o 3º ano do ensino médio com idade entre 16 e 17 anos. São elas: Natália Werneck, Alessandra Lemos, Laisa Bittencourt, Letícia Souza, Jhéssica Naiara Martins e Lawrraine Passos.
– Elas demonstraram interesse em serem voluntárias do projeto e os dias que se dedicavam ao laboratório não atrapalhavam as aulas da grade regular. Na primeira etapa, elas receberam todas as instruções para irem às salas de aula pedir que os alunos trouxessem o óleo de cozinha usado em casa para a escola desenvolver a coleta sustentável e começar a transformá-lo em sabão. Depois elas aprenderam as técnicas para tornar isso possível – explica Elisangela.
De março até junho, os alunos do colégio coletaram 82 litros de óleo de cozinha. O que não foi usado para a produção dos sabonetes, a escola doou para a cooperativa Disk Óleo Usado, que em troca forneceu materiais de limpeza como panos de chão, vassouras e desinfetantes. Os sabonetes produzidos ficaram para o uso da escola tanto nos banheiros como na cozinha e na cantina.
– Com um litro de óleo produzimos dez barras de sabonete que fazem bastante espuma e podem ser usadas para lavar as mãos e louças. O processo utiliza água, soda cáustica, corante, essência e o óleo usado que passa por uma filtragem no laboratório – explica o professor Marcelo.
Para as alunas, o desafio no laboratório de Química era aprender a usar a balança manual especial para pesagem de produtos químicos, administrar a temperatura da água e a dosagem certa de cada ingrediente da receita. "Quando a gente começa a dominar as técnicas, o processo é fácil, rápido e prazeroso. A melhor parte é ponto exato da mistura no qual a textura do sabão começa a tomar forma. Antes mesmo de endurecer já faz espuma", comenta a estudante Letícia Souza que cursa no 3º ano e está prestando vestibular para Farmácia.
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