Assinatura Virtual

Cadastra-se e receba toda semana em seu e-mail o Ilha Notícias On-line.

Newsletter

Nome:

 

Email:

 


 

Nome:

 

Email:

 


Siga-nos

facebook
twitter
instagram
google+
youtube
blogger

Gente da Ilha - Maria Fernandes Caldas

13/07/2012 - gente-da-ilha /Edição 1580

 

Grupo Amor e Caridade, o encontro da fé

Quando Maura Fernandes Caldas saiu de Campos Elíseos, em São Paulo, cidade onde nasceu, para se mudar com o marido e os cinco filhos para a Ilha do Governador, não imaginava o quanto sua vida ia mudar. Maura tinha apenas 26 anos quando se instalou em uma casa na Rua Comendador Bastos e se encantou com a beleza da Praia da Guanabara, ainda despoluída. Na região, ela trabalhou como sacoleira para ajudar no sustento da família e desenvolve há 50 anos um trabalho social com o Grupo Espírita Amor e Caridade.
 
Aos 76 anos, Maura conta que a ideia de se mudar para a Ilha foi do falecido marido, José Ferreira Caldas, que buscava um lugar que fosse calmo e trouxesse benefícios para a saúde e proximidade com o mar. 
 
– José era carioca e quis voltar para cá. Quando chegamos aqui na Ilha o transporte era feito por duas linhas de bondes, havia cinemas de rua e as praias eram lindas. Meus cinco filhos cresceram brincando no mar– lembra Maura que é mãe de Sérgio Mauro, Terezinha e José Ferreira Caldas Filho. Maura perdeu dois filhos: Paulo Cesar e Fátima Maria. 
 
Com 33 anos, Maura ficou viúva e para ajudar nas despesas em casa, começou a trabalhar na região vendendo roupas, jóias e produtos da Avon. 
 
– Eu andava com uma bolsa de produtos da Freguesia até o Boogie Woogie. No começo foi difícil, mas depois fiz uma clientela boa. As jóias, um joalheiro de Copacabana trazia para eu revender. Foram 20 anos trabalhando como sacoleira – conta Maura.
O trabalho com o grupo espírita surgiu em um momento de dificuldade com uma das filhas, a Fátima Maria. “Fátima teve um problema de saúde e os médicos diziam que ela precisava operar o coração. Nesta época a medicina não era tão avançada e uma operação desta representava risco de vida. Rezava dia e noite pela saúde da minha filha e procurei diversos tipos de ajuda, até chegar a um centro espírita Ubandista. As energias eram muito fortes e poderosas, vi minha filha se curar e fundei um grupo espírita”, explica Maura que mora junto à sede do grupo que fica na Rua Paraim, 214, na Freguesia.
 
O grupo que funciona há 50 anos faz ações de caridade em apoio à famílias necessitadas que precisem de ajuda como cestas básicas e roupas, além de oferecer reuniões de cura e ajuda espiritual.
 
– Acredito em um Deus único e sou muito religiosa e feliz com a minha fé no espiritismo. Este trabalho preenche minha alma e meu coração de felicidade. Tudo que posso fazer para ajudar e dividir o que eu tenho com quem precisa, eu faço – garante Maura.
 
O grupo recebe centenas de pessoas nas reuniões realizadas de 15 em 15 dias e nas datas festivas durante o ano como em outubro, no mês das festas das crianças e no Natal, em dezembro. “Agradeço por conseguir ajudar tantas pessoas que me procuram para obter paz, cura espiritual e proteção. Elas são nossas parceiras para auxiliar as famílias carentes”, diz Maura que conta com a ajuda também de uma equipe de amigos e de seu companheiro João Antônio. “Há 12 anos que ele está ao meu lado como companheiro e amigo cuidando de mim e do grupo”, diz feliz, com fé no futuro.




Veja Também

Lá na Rosi é o novo desafio - Carisma, trabalho e determinação, são palavras que definem bem Rosiana, ou simplesmente, Rosi. Aos 56 anos a filha dos portugueses Alcino e Dea, nasceu no bairro do Cocotá. “Sou Brasileira com muito orgulho e insulana nata, sou de fato privilegiada”, diz Rosi com o sorriso que é a sua marca registrada.

Storino é serenidade e confiança - Em 1956, José Carmelo e Maria América saíram do bairro de Santa Teresa e iniciaram um novo projeto de vida na Ilha do Governador. No colo da mãe veio José Antônio de Aguiar Storino, com três meses de vida.

A Ilha é ótima para viver e trabalhar - Os quatro primeiros anos de vida de Paulo Maurício foram na cidade interiorana de Três Rios, região Centro-sul Fluminense. Depois, mudou-se com a família para Madureira, onde viveu uma infância feliz cercado de amigos e brincadeiras entre carrinhos de rolimã e muito futebol.

Marcelo é símbolo da caridade - A Ilha do Governador acolheu em seu território, ano de 1987, a família Ramasine que anos mais tarde faria história e deixaria sua marca na região. O patriarca Horácio, junto com a sua esposa Vera e seus três filhos, Alessandra, Marcelo e Caio fixaram residência na Praia do Barão, também conhecida como Congonhas do Campo.

Kirley é a nossa supercampeã - Em 1986 chegou à Ilha do Governador, mais uma família em busca de dias melhores. O militar da marinha Juvel Artur, a esposa Maria das Neves e as duas filhas do casal, Kennya e Kirley.

César tem a marca da perseverança - Insulano nato, César Augusto Nascimento Moreira, 52, filho do casal Augusto e Vanilde Moreira, foi criado com a irmã Rosangela no Moneró. “Tive uma infância excelente. A Ilha tinha dezenas de campinhos de futebol e eu sempre gostei de jogar bola. Mas também soltei pipa e brincava de pique com as crianças do bairro, a sensação de segurança era muito grande”, disse César.


Edição 1809
Leia


Edições anteriores





Vista aérea da Vila Olímpica da Ilha na fase final das obras

Vista aérea da Vila Olímpica da Ilha na fase final das obras


 

Copyright© 2010 Ilha Notícias. Todos os Direito Reservados.
Este material não pode ser publicado, transmitido, reescrito ou redistribuido sem prévia autorização.