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O pediatra que todos gostam

09/11/2018 - gente-da-ilha /Edição 1910
O insulano de coração Joaquim Pinheiro Soares, 70, tem a sua história de vida ligada à medicina, especialmente aos cuidados com as crianças. Pediatra, Joaquim nasceu no Catumbi, onde passou 27 anos até se mudar em para a Ilha do Governador, região que ele abraçou e se dedica há mais de 20 anos, no atendimento do Hospital Paulino Werneck referência de eficiência. 

Filho único do casal Antonio Duarte e Glória Pinheiro, Joaquim relembra a infância com bastante saudosismo, principalmente dos tempos em que jogava bola e soltava pipa nas ruas do Catumbi. Nos tempos vagos, diz que adorava curtir um bom samba. Dos pais, o médico não esquece do apoio incondicional para lhe proporcionar um bom estudo. 

— Embora não tivessem dinheiro para pagar estudo em colégio particular, eles sempre me apoiaram e acreditaram na educação escolar como forma para eu crescer e ser bem-sucedido na vida. Agradeço o carinho e o amor que me deram — conta Joaquim. 

A relação com a medicina começou quando ele ainda era criança e paciente do Doutor Romulo Ramos, que na época cuidava também do seu pai e avô, como clínico geral. A confiança da família era tanta no médico, que Joaquim se encantou pela profissão. A partir daí, decidiu seguir a profissão e se tornou também um médico. 

Aos 27 anos, Joaquim Pinheiro formou-se em medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na especialidade de pediatria. Nesta idade começou a trabalhar e veio morar na Ilha, em um conjunto habitacional no Tauá. Por se destacar como médico e ter preocupação em prestar bons serviços à população, foi convidado para gestor de uma unidade médica em Cordovil. 

Mas o local que Deus reservou para Joaquim era bem perto de casa e na Ilha. No ínicio dos anos 80, ele assumiu a maternidade do Paulino Werneck que se tornou referência na cidade. Naquele tempo, mais de 28 profissionais de saúde, entre obstetras e anestesistas, cuidavam das mães e crianças insulanas. Segundo Joaquim, o Paulino se tornou uma grande família multiprofissional.

— Todos se ajudavam em prol do bom atendimento as mães e crianças insulanas. E a recompensa, diz Joaquim, era ver o agradecimento estampado no rosto das mães. Eu prezava por uma gestão eficiente e não tinha paciência para burocracia. 

Casado há 25 anos com Ema Soares, Joaquim tem três filhos, o Marcos Vinícius, que é especial de 40 anos, o Luiz Otavio, 37, e o Carlos Eduardo, 35. O sonho do médico é a reabertura da maternidade do Paulino Werneck onde ele trabalhou por tantos anos, local onde nasceram muitos insulanos da gema. 

— Sei que é difícil, mas não impossível. Faço o que posso para que isso seja realizado, vou nas reuniões, porque quero ver as crianças e mães da Ilha bem tratados. 

De personalidade forte, o médico é um exemplo de profissional, cuja vida é garantir saúde de qualidade para os insulanos. Por onde passa é cumprimentado e reconhecido como um cidadão do bem e profissional respeitado. Joaquim gosta do que faz e é um grande ser humano. 
É gente da Ilha, exemplo para muitos!




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