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Salim, a vocação para o social

20/07/2018 - gente-da-ilha /Edição 1894
Marcelo da Silva, mais conhecido como “Salim”, é um insulano nato apaixonado pela Ilha do Governador, que tem como filosofia de vida a crença no Grande Arquiteto do Universo. Atualmente é um dos coordenadores da Feira de Artesanato da Ilha do Governador que acontece aos finais de semana na Praia da Bica e na Ribeira.
 
Nascido no Hospital Paulino Werneck, Marcelo tem nos pais Luiz Nelson e Jandira Adalgiza, a base para construir uma vida sólida com bastante sabedoria e caráter. O pai, jornalista e comerciante, tinha um jeito boêmio e carioca de viver. Em contrapartida, a mãe Jandira cuidou da educação de modo rigoroso, no estilo tradicional. Embora tenha nascido na Ilha, a primeira parte da infância de Salim foi vivida no Centro da cidade, devido ao trabalho do pai. O futebol, nas ruas, foi a diversão principal durante aquela época.
 
Aos 12 anos, Marcelo voltou com os pais para a região e não saiu mais. E, se depender dele, não sai nunca. Na Ilha, cursou o ensino fundamental na Escola Municipal Dunshee de Abrantes e, orgulha-se, concluíu o ensino médio no Colégio OliveiraLemos Cunha. Foi neste tradicional colégio, localizado no bairro da Portuguesa, que ele ganhou dos amigos o sobrenome Salim.
 
— O apelido Salim surgiu de uma brincadeira feita pelos amigos da época. Eles faziam referência ao personagem Salim Muchiba, da “Escolinha do Professor Raimundo”. No começo eu fiquei bem chateado. E deve ser esse o motivo do apelido ter pegado. Acabei depois aceitando e inclusive “adotei”, como um sobrenome — conta Marcelo.
 
O seu sonho ao concluir o ensino médio era seguir a carreira de militar e ingressou no Centro Preparatório dos Oficiais da Reserva (Cpor). Ao mesmo tempo cursou direito e hoje é oficial militar da reserva, advogado e empresário atuando no ramos de distribuição de bebidas, que herdou do pai.
 
— Desde a infância eu percebi a facilidade em me comunicar e que eu tinha uma vocação para o comércio. Eu lia gibis e almanaques e quando acabava vendia na rua. Os vizinhos riam, mas eu ficava feliz da vida com dinheiro no bolso — brinca Salim, que é o atual presidente da Associação Comercial da Praça Tiradentes.
 
Incentivador da cultura, Marcelo organiza há três anos a Feira de Artesanato da Ilha e é o presidente do Instituto Cultural Ruínas, localizado no Centro da cidade. Para ele, a região tem um potencial cultural e turístico que precisa ser explorado. “Eu procuro ser proativo e busco sempre incentivar práticas de cultura em diversos segmentos, mas percebo que ainda falta união entre a iniciativa privada e os órgãos públicos. É uma área que sou atuante e sei das dificuldades através da Feira de Artesanato”.
 
Casado há treze anos com Vanessa Ribeiro, tem dois filhos. A Naiara, 11 e o Nicolas, 9. Para Marcelo, os filhos são os alicerces e combustível para acordar sempre disposto para buscar algo melhor para a família e o motivam a participar nas questões sociais da região.
 
Proativo e gente boa, Marcelo da Silva, o “Salim” para os amigos, é um insulano bem sucedido que sempre busca participar das questões locais para melhorar a qualidade de vida, principalmente, através da cultura. Salim é um bom exemplo e referência como cidadão. É Gente da Ilha.



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O pediatra que todos gostam - O insulano de coração Joaquim Pinheiro Soares, 70, tem a sua história de vida ligada à medicina, especialmente aos cuidados com as crianças. Pediatra, Joaquim nasceu no Catumbi, onde passou 27 anos até se mudar em para a Ilha do Governador, região que ele abraçou e se dedica há mais de 20 anos, no atendimento do Hospital Paulino Werneck referência de eficiência.

Pedro, o craque no futebol de botão - Nascido em Muritiba, no interior da Bahia, desde cedo, Pedro Carlos, conhece às dificuldades impostas pela vida. Logo aos oito anos embarcou em um ônibus sozinho rumo ao Rio de Janeiro ao encontro de sua mãe Joselita Silva no carnaval de 1962. Com o endereço errado, ficou um mês na casa de um senhor que lhe acolheu perdido na rua até encontrar a mãe.

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Bendas comanda a educação na Ilha - Quando o assunto é educação na Ilha, a professora Tania Bendas, 53, ocupa uma posição de destaque. Experiente, construiu ao longo de 32 anos uma sólida carreira como professora na rede municipal de ensino, e exercendo a função de diretora da Escola Municipal Padre José de Anchieta, no Jardim Guanabara. A experiência bem sucedida, a credenciou para ocupar o cargo de Coordenadora da 11° Coordenadoria Regional de Educação (CRE) da Ilha do Governador, no atual governo da cidade.

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