Assinatura Virtual

Cadastra-se e receba toda semana em seu e-mail o Ilha Notícias On-line.

Newsletter

Nome:

 

Email:

 


 

Nome:

 

Email:

 


Siga-nos

facebook
twitter
instagram
google+
youtube
blogger

Dublê de Antônio Fagundes é da Ilha

13/07/2018 - gente-da-ilha /Edição 1893
Quem gosta de ouvir uma boa história, sem dúvidas, se tornaria amigo do insulano Jorge Salles. Morador da Tauá, Jorge tem uma interessante trajetória de vida que o tornam um personagem diferente no cotidiano insulano. Já aposentado, Jorge Salles (66) é dublê do ator Antônio Fagundes e já foi militar, bancário, taxista e até árbitro de futebol. Reúne competência, profissionalismo e, é claro, boas histórias para contar. 

Nascido em Blumenau, Santa Catarina, Jorge Salles viveu a infância com algumas dificuldades ao lado dos seis irmãos e dos pais Francisco Salles e Edite Oliveira. Como a maioria das crianças, carregava o sonho de ser jogador de futebol. Tentou, mas a concorrência era grande e não deu certo. 

Aos 18 anos se tornou soldado da Polícia do Exército e pela primeira vez saiu de Blumenau transferido para o Rio de Janeiro. No quartel, na Tijuca, fez diversos amigos, mas a estada foi pouca e, em um ano deu baixa. Só voltou ao Rio em 1972, sem destino, para tentar melhor sorte na vida.

Sem rumo, Jorge chegou a dormir ao relento da Praça Saens Pena. Até que um “amigo de farda”, ofereceu apoio e lhe arrumou um emprego como ajudante na Campanha Nacional de Escolas da Comunidade (CNEC). Foi com esse trabalho, que o catarinense conseguiu se estabilizar no Rio de Janeiro e conheceu a namorada que o apresentou à Ilha do Governador. 

Em 1973, chegou a Ilha, e daqui nunca mais saiu, e nem pretende. Virou bancário e, paralelo a este trabalho, apaixonado por futebol, se aventurou na profissão de árbitro de futebol contratado pela Federação do Rio. Apitou diversos jogos amadores, de divisões de base e do campeonato carioca na década de 80. Sua última atuação foi em 1994, na partida entre Flamengo e Serrano, no Maracanã. 

— A carreira de árbitro foi difícil e logo no começo quase abandonei. Fui apitar um jogo amador em Santa Cruz e o coro comeu quando um cidadão na torcida puxou um revólver. A sorte é que a confusão não tinha nada a ver comigo e fugi pela tangente — brincou Jorge, que adotou uma “mãe” nas partidas que apitava. Dizia que a mãe se chamava Olivia Palito e poderia ser xingada a vontade.

Em 1983, Jorge começou a trabalhar de taxista. Durante o exercício dessa profissão reuniu diversas histórias. Lembra de quando transportava o cantor Renato Russo, fundador da banda de rock Legião Urbana, da Rua Maraú, 56, na Freguesia, para o Centro do Rio. Durante o bate-papo com o cantor, lembra de uma frase dita por Renato: “Esse Brasil não tem jeito, eu vou ter que me candidatar a presidente para endireitar esse país”.

Jorge é conhecido como Fagundes pela grande semelhança com o ator Antônio Fagundes, da Rede Globo. Isso lhe rendeu papéis como dublê em diversas novelas de sucesso, como “Tempos Modernos”, “Amor a Vida”, “Velho Chico” e “Gabriela”, entre tantas outras.

— Já fui confundido várias vezes, inclusive na própria gravação. O ator Cauã Reimond,chegou a me chamar de Antonio Fagundes. O verdadeiro que estava por perto, quando percebeu o equívoco, caiu na gargalhada. No táxi, uma passageira achou que estava participando de uma pegadinha com o ator. São fatos engraçados que levo pela vida com alegria — conta Jorge. 

Jorge Salles, ou Fagundes, é um insulano boa praça. Casado há 20 anos com Nelma e tem dois filhos: Daniele Salles e Eduardo Salles, além de dois netinhos: Felipe e Mariana Salles. É um bom amigo e está sempre feliz. É gente da Ilha.




Veja Também

O pediatra que todos gostam - O insulano de coração Joaquim Pinheiro Soares, 70, tem a sua história de vida ligada à medicina, especialmente aos cuidados com as crianças. Pediatra, Joaquim nasceu no Catumbi, onde passou 27 anos até se mudar em para a Ilha do Governador, região que ele abraçou e se dedica há mais de 20 anos, no atendimento do Hospital Paulino Werneck referência de eficiência.

Pedro, o craque no futebol de botão - Nascido em Muritiba, no interior da Bahia, desde cedo, Pedro Carlos, conhece às dificuldades impostas pela vida. Logo aos oito anos embarcou em um ônibus sozinho rumo ao Rio de Janeiro ao encontro de sua mãe Joselita Silva no carnaval de 1962. Com o endereço errado, ficou um mês na casa de um senhor que lhe acolheu perdido na rua até encontrar a mãe.

Malaguetta é referência em qualidade - Nascido e criado em Cascadura, Robson Olímpio, 43 anos, chegou à Ilha do Governador em 2002 e foi morar no Jardim Guanabara. Ele credita aos pais Romildo Cordeiro e Glória Olímpio, a postura, vontade de trabalhar e a seriedade. Não esconde as dificuldades vividas na infância ao lado dos seus irmãos mais velhos Marcelo e Márcia. Mas, determinado a vencer e com os bons exemplos de casa, estudou e se preparou para se tornar um empreendedor de sucesso.

Feijoada do Gaúcho faz a diferença - Há mais de trinta anos trabalhando no ramo de gastronomia, Ermano José, o Gaúcho, (62), garante um boa comida para os clientes do Restaurante do Gaúcho, localizado nos Bancários. Aos sábados ele prepara uma feijoada que atrai gente de outras regiões da cidade. Natural do Rio Grande do Sul, Ermano aprendeu no sul o tato para cortes de carnes macios e especiais, que garantem aquele sabor de dar água na boca.

Bendas comanda a educação na Ilha - Quando o assunto é educação na Ilha, a professora Tania Bendas, 53, ocupa uma posição de destaque. Experiente, construiu ao longo de 32 anos uma sólida carreira como professora na rede municipal de ensino, e exercendo a função de diretora da Escola Municipal Padre José de Anchieta, no Jardim Guanabara. A experiência bem sucedida, a credenciou para ocupar o cargo de Coordenadora da 11° Coordenadoria Regional de Educação (CRE) da Ilha do Governador, no atual governo da cidade.

Leandro é um exemplo de cidadão -


Edição 1910
Leia


Edições anteriores





Vista aérea da Vila Olímpica da Ilha na fase final das obras

Vista aérea da Vila Olímpica da Ilha na fase final das obras