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Sua bandeira é a luta pela ecologia

25/05/2018 - Gente da Ilha /Edição 1886
Sérgio Ricardo, 50, é um insulano engajado nas causas ecológicas e sociais da região e coordenador de diversos projetos em defesa da Baía de Guanabara, além de promover as feiras agroecológicas da Praia da Bica e da Igreja Batista no Moneró. 
 
Nascido em Canguaretama, município do Rio Grande do Norte, Sérgio foi criado em meio a dificuldades, mas com muito carinho e amor dos seus pais José Soares e Berlene Andrade, ao lado dos oito irmãos. Aos três anos, a família de Sérgio foi assentada pela reforma agrária e ganhou terras em Altamira, Pará, onde ele ficou por um tempo, mas ainda na infância voltou para Natal. 
 
— Eu sou oriundo de uma família nordestina, pobre que sempre lutou para que nada faltasse para mim e meus irmãos. Sou muito grato por eles terem ensinado o caminho certo para todos nós. É um legado importante que vou carregar por toda minha vida.
 
Em 1986, Sérgio Ricardo, em busca de dias melhores, veio para Ilha morar na Cova da Onça, no Cocotá. Na região, aproveitou para terminar seus estudos no Colégio Lemos Cunha. A poluição das praias insulanas o fez levantar a bandeira pela defesa ecológica.  
 
— Em Natal, eu andava de bicicleta na praia e dava um mergulho na água. Fui fazer isso na Ilha e meu primo me alertou que era tudo poluído. Fiquei espantado e comecei a estudar os porquês disso.
 
Juntou um grupo de alunos do Lemos Cunha, que faziam parte do Grêmio Estudantil, e criaram o Núcleo de Estudantes Verdes da Ilha do Governador (Nevig). Começaram a lutar por causas em defesa da ecologia na Ilha, como a recuperação do Manguezal do Jequiá. Na época, através de uma lei sugerida pelo grupo, foi proibido o aterramento do manguezal e criada a Aparu do Jequiá.
 
Engajado nas causas ecologicas e culturais da região, ainda aos 19 anos, antes de concluir o curso superior em Políticas Públicas, Sérgio Ricardo, foi presidente da Associação de Moradores do Cocotá. Anos mais tarde trabalhou na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social do Rio de Janeiro, como agente comunitário do Programa Mutirão de Reflorestamento. Depois por uma temporada assumiu a coordenação das Lonas Culturais. 
 
— Por gostar de teatro, e meu pai ser músico e compositor, sempre tive vocação cultural. Tão logo cheguei à região, passei a frequentar a Lona Cultural, na época coordenada pela Tia Elbe de Holanda. Me dediquei ao máximo, inclusive para viabilizar o projeto das Arenas Cariocas — conta Sérgio que é casado com Gabriela da Silva há 15 anos e tem três filhos: Caio, Mariana Vitória e Sofia. 
 
Há pouco mais de dois anos, Sérgio Ricardo, trouxe para a região a Feira Agroecológica, que faz parte do circuito carioca de feiras livres. “É de vital importância que o insulano tenha a oportunidade e o hábito de buscar uma vida mais saudável. Através dos alimentos sem agrotóxicos se evita doenças perigosas que cada dia surge pelo mundo”.
 
Sobre a poluição da Baía de Guanabara, Sérgio mantém a esperança de um dia melhorar suas condições . “Uma solução de médio prazo são as estações de tratamento de esgoto que precisam funcionar a todo vapor para diminuir a quantidade de esgoto despejados na baia. Mas isso requer vontade política de querer mudar, e eu acredito que seja possível”. 
 
Sérgio Ricardo é um insulano de fibra cujas ações buscam resgatar a qualidade ecológica na Ilha e em outras regiões da cidade. Seus esforços são dedicados à valorização da cultura e busca da qualidade de vida no meio ambiente, características que são reconhecidos pela seriedade e a força das suas ideias. 



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Malaguetta é referência em qualidade - Nascido e criado em Cascadura, Robson Olímpio, 43 anos, chegou à Ilha do Governador em 2002 e foi morar no Jardim Guanabara. Ele credita aos pais Romildo Cordeiro e Glória Olímpio, a postura, vontade de trabalhar e a seriedade. Não esconde as dificuldades vividas na infância ao lado dos seus irmãos mais velhos Marcelo e Márcia. Mas, determinado a vencer e com os bons exemplos de casa, estudou e se preparou para se tornar um empreendedor de sucesso.

Feijoada do Gaúcho faz a diferença - Há mais de trinta anos trabalhando no ramo de gastronomia, Ermano José, o Gaúcho, (62), garante um boa comida para os clientes do Restaurante do Gaúcho, localizado nos Bancários. Aos sábados ele prepara uma feijoada que atrai gente de outras regiões da cidade. Natural do Rio Grande do Sul, Ermano aprendeu no sul o tato para cortes de carnes macios e especiais, que garantem aquele sabor de dar água na boca.

Bendas comanda a educação na Ilha - Quando o assunto é educação na Ilha, a professora Tania Bendas, 53, ocupa uma posição de destaque. Experiente, construiu ao longo de 32 anos uma sólida carreira como professora na rede municipal de ensino, e exercendo a função de diretora da Escola Municipal Padre José de Anchieta, no Jardim Guanabara. A experiência bem sucedida, a credenciou para ocupar o cargo de Coordenadora da 11° Coordenadoria Regional de Educação (CRE) da Ilha do Governador, no atual governo da cidade.

Leandro é um exemplo de cidadão -

Marquinhus do Banjo é União da Ilha - Marcus Paulo é o nome registrado em cartório, mas por onde passa é conhecido como Marquinhus do Banjo. O insulano, de 46 anos, nasceu e foi criado no bairro da Freguesia e herdou dos pais o amor pela União da Ilha. Deus o abençoou com o dom de cantar e tocar diversos instrumentos de corda. Desde 2001 atua, como componente do carro de som da escola.

Salim, a vocação para o social - Marcelo da Silva, mais conhecido como “Salim”, é um insulano nato apaixonado pela Ilha do Governador, que tem como filosofia de vida a crença no Grande Arquiteto do Universo. Atualmente é um dos coordenadores da Feira de Artesanato da Ilha do Governador que acontece aos finais de semana na Praia da Bica e na Ribeira.


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