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Orgulho de ser insulano da gema

04/05/2018 - gente-da-ilha /Edição 1883
Paulo Henrique, 46, é morador da comunidade do Guarabu, e ganha a vida, há mais de quinze anos, vendendo deliciosas pipocas, na Rua Sargento João Lopes, em um ponto quase esquina com a Estrada da Cacuia, na calçada ao lado da loja Kazinha. O segredo do sucesso da sua pipoca ele não guarda. ”Tudo que é feito com amor é bom. E na minha pipoca esse ingrediente nunca falta”. 

Com orgulho, ele bate no peito para dizer que nasceu no Hospital Paulino Werneck e é um verdadeiro “Insulano da Gema”. A infância de Paulo foi toda na comunidade do Guarabu, ao lado dos oito irmãos e dos pais mineiros, Maria de Oliveira e Antônio Monteiro. Dos tempos antigos, lembra-se das brincadeiras no Colégio Holanda, as partidas de bolinha de gude, mas não esquece as dificuldades enfrentadas. 

— Posso dizer que jamais faltou amor, carinho e disciplina na minha criação. Tenho orgulho dos meus pais e sou a prova viva de quanto batalharam para sustentar os nove filhos. A vida não é fácil. E as condições para quem mora em comunidade são complicadas, mas tenho orgulho de ter me tornado quem sou. Isso é fruto da boa educação deles – disse Paulo com firmeza.

Na adolescência, Paulo fazia biscates como guardador de carros aos domingos na feira do Cacuia, limpava piscinas e fazia outros bicos, tudo para garantir um dinheiro extra para comprar roupas novas, tênis da moda, e claro, ajudar os pais em casa.  

Aos 18 anos, ele realizou um dos seus sonhos que era entrar para o Exército do Brasil. Sempre muito patriota, Paulo Henrique, lembra que via na carreira militar uma possibilidade de ascensão social na vida. Mas no exército ficou apenas dois anos. Conseguiu certa estabilidade e chegou a tirar a habilitação de motorista. Entretanto teve que voltar à vida civil e não esconde um pouco de frustração por não ter tido a chance de seguir a carreira militar.

— Na época foi um baque na minha vida. Tinha vontade de continuar a vestir a farda militar. Era sonho de moleque. Mas hoje entendo que não era o caminho que Deus tinha traçado para mim e consegui superar a tristeza e encontrar outros rumos — disse o evangélico Paulo, membro da igreja Assembleia de Deus da Ilha do Governador.

Depois ele trabalhou por dez anos em uma lavanderia do Méier. De lá, conseguiu um emprego mais perto de casa, como manobreiro do estacionamento VIP do Ilha Plaza Shopping. Ficou quase uma década trabalhando no shopping, mas cansado e sem tirar o sustento desejado para a família resolveu mudar os rumos da vida profissional.

— Parei para refletir e vi que não adiantava andar de terno, todo elegante, mas ter em casa uma situação complicada. Foi quando eu sentei com minha esposa e comecei a investir no ramo da pipoca. Meti a mão na massa e fui em frente. 

Paulo é casado há 22 anos com Conceição, e o casal tem dois filhos: Ana Caroline de 21 anos e Moisés de 11. A determinação de trabalhar para garantir o sustento da família, sem depender de terceiros, fez com que a ideia de vender pipocas prosperasse. No inicio, ele revela que teve algum constrangimento, mas com o tempo aprendeu a amar a profissão. Hoje conta com um ponto fixo legalizado pela prefeitura e está firme e forte vendendo a melhor pipoca da Ilha, diariamente, a partir das 11h.

— Agradeço demais o apoio do Luisinho, proprietário da Kazinha Presentes e do Jimmy, da loja IV Centenário, que apoiaram meu trabalho desde quando comecei. Eu sou suspeito a falar, mas minha pipoca tem qualidade, e nenhuma receita supera o resultado do trabalho com amor e dedicação. 

Paulo Henrique é um homem sério e trabalhador e que tem Deus no coração. Afável e alegre, ama a família e está sempre disposto a sorrir para a vida. É um modelo de bom cidadão. É Gente da Ilha. 




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