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Luiz transforma o vime em arte

23/03/2018 - Gente da Ilha /Edição 1877
Luiz Antônio Nunes, 61, é um artesão de mão cheia. Nascido em Teresópolis, Luiz trouxe da cidade serrana o aprendizado e a paixão pelos móveis feitos de vime, junco e ratan. Hoje é um dos poucos profissionais da região que ainda trabalha com esses materiais. 

Luiz conta que a infância em Teresópolis foi de muitas dificuldades, mas seus pais Paulo e Isaura, trabalhavam arduamente para não deixar que faltasse nada em casa. Por necessidade ele se viu obrigado a trabalhar desde cedo e foi através de um amigo do seu pai que aprendeu a arte do artesanato.

— Perto da minha casa vivia o índio Cunha que com muito amor e carinho me transmitiu todo o conhecimento sobre a natureza os segredos das suas obras primas. A vizinhança o chamava de Xavante, ele era bem atencioso e me ensinou cada passo da profissão que eu levo com orgulho até hoje — conta Luiz. 

Aos 18 anos, Luiz chegou à Ilha e foi morar na Rua Combu, no Cacuia e conseguiu rapidamente trabalho na Loja Junco Moderno, que ficava localizada em frente ao relógio do Cacuia. Dividia o dia entre o trabalho e os estudos no Colégio Mendes de Moraes. 

Com o fechamento da loja Junco Moderno na década de 80, Luiz decidiu trabalhar por conta própria. Abriu uma loja no Cacuia e começou a vender seus artesanatos. Naquele tempo, dividia o tempo trabalhando como vigilante da UFRJ, na Ilha do Fundão. 

Para ele o artesanato também é uma terapia. Ocupa a mente, foca no objetivo e tem no agradecimento do cliente, o combustível para continuar firme na carreira. 

Luiz é casado há 36 anos com Sonia Maria. Eles têm uma filha, a Tatiana, que é professora de inglês. Desde 2005, Luis tem uma loja, a Junco Art, que funciona de segunda a sábado, das 8h às 21h, na Rua Inambi, 39, no Jardim Carioca. Lá ele expõe e vende suas obras, além de realizar consertos e trabalhar sob encomenda. 

Luiz é humilde. Diz que o artesão jamais pode dizer que sabe tudo, pois sempre há como melhorar seu trabalho. Ele tem o sonho de ensinar a profissão e dar aulas gratuitas de artesanato. Diz que já tentou dar aulas no Degase, mas não conseguiu. 

— É um sonho. Um dia ainda vou ajudar a recuperar menores infratores através da terapia do artesanato. 

Simpático, Luiz é um profissional qualificado que sabe o que faz e se reinventa a cada momento para sustentar a família. Seus trabalhos artesanais são bonitos e bem acabados revelando seu grande talento e bom gosto. Ele é Gente da Ilha.




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Manoel descobriu a magia do cuscuz - Ele já foi ajudante de pedreiro, segurança no aeroporto e trabalhou em banco. Mas, Seu Manoel, ganha a vida mesmo, há 30 anos, vendendo um delicioso cuscuz doce em frente à loja das Casas Bahia, no Cacuia. De segunda a sexta, Manoel acorda cedo e com ajuda da esposa apronta o tabuleiro de cuscuz que começa a ser vendido às 11h.

Padre Valmir conquista a Ilha - Carisma, alegria e bom humor são algumas das virtudes do Padre Valmir, que há cinco anos conquista fiéis na capela de Nossa Senhora das Graças, localizada na Vila dos Oficiais da Aeronáutica, do Galeão. Com uma comunicação moderna que toca a sensibilidade dos corações cristãos, ele mudou a rotina da capela, que hoje recebe cerca 400 fiéis nas missas, muito além da capacidade de 100 lugares.

Nascimento é exemplo de cidadão - Com oito décadas de vida, festejados no início de novembro, Jorge Nascimento é um insulano alegre, de bom coração e um grande fazedor de amigos. Casado há 52 anos com Maria Viana, ele chegou à Ilha em 1969, para morar na da Portuguesa, de onde não saiu mais, e acompanhou toda evolução do bairro durante esses anos.

O pediatra que todos gostam - O insulano de coração Joaquim Pinheiro Soares, 70, tem a sua história de vida ligada à medicina, especialmente aos cuidados com as crianças. Pediatra, Joaquim nasceu no Catumbi, onde passou 27 anos até se mudar em para a Ilha do Governador, região que ele abraçou e se dedica há mais de 20 anos, no atendimento do Hospital Paulino Werneck referência de eficiência.

Pedro, o craque no futebol de botão - Nascido em Muritiba, no interior da Bahia, desde cedo, Pedro Carlos, conhece às dificuldades impostas pela vida. Logo aos oito anos embarcou em um ônibus sozinho rumo ao Rio de Janeiro ao encontro de sua mãe Joselita Silva no carnaval de 1962. Com o endereço errado, ficou um mês na casa de um senhor que lhe acolheu perdido na rua até encontrar a mãe.

Malaguetta é referência em qualidade - Nascido e criado em Cascadura, Robson Olímpio, 43 anos, chegou à Ilha do Governador em 2002 e foi morar no Jardim Guanabara. Ele credita aos pais Romildo Cordeiro e Glória Olímpio, a postura, vontade de trabalhar e a seriedade. Não esconde as dificuldades vividas na infância ao lado dos seus irmãos mais velhos Marcelo e Márcia. Mas, determinado a vencer e com os bons exemplos de casa, estudou e se preparou para se tornar um empreendedor de sucesso.


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