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Jaime, o mestre da história da Ilha

03/11/2017 - Gente da Ilha /Edição 1857
Morador dos Bancários, ele chegou à Ilha na década de 50 e se encantou pelo clima de paz e se fez um amante da história da região. Hoje ele ajuda a contar um pouco das experiências estudadas e vividas com seu acervo com mais de 3,5 mil fotos e 6 mil recortes de jornais. 

Nascido no bairro da Lapa, Jaime, passou os primeiros nove anos de sua vida entre o Rocha e Bonsucesso até que em 1953 chegou à Ilha para residir no Conjunto Residencial Jardim Duas Praias, que na época era do antigo IAPB (Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Bancários). E vive lá até hoje.
Seus pais, Jaime e Deolinda, o matricularam na Escola Rotary e foi ali, com a professora Geordete, que o seu interesse pela história da região começou. 

— Logo nas primeiras aulas, quando a professora teceu alguns comentários sobre Estácio de Sá, franceses, índios e batalhas, tive a certeza de que estava morando em um lugar diferente de todos que eu já conhecia. 

Depois, Jaime foi transferido para o Colégio Mendes de Moraes onde cursou o ensino médio e, devido a muitas obrigações extraclasse, a dedicação pelas pesquisas ficou em segundo plano, mas nada que evitasse continuar a colecionar jornais e fotos guardados carinhosamente em uma pasta de cartolina. 

Aos 18 anos ele ingressou na Faculdade Nacional de Física, instituição onde se formou e lecionou sobre a matéria. Por incrível que possa parecer, não optou por História. 

Em 1981, quando já trabalhava como professor de Física na Escola Cambaúba, Jaime participou de uma gincana da Secretaria Municipal de Educação para valorização da Ilha e, junto com os seus alunos, se aprofundou na pesquisa sobre a história local. O fato de voltar a mexer com fotos, jornais e entrevistas de antigos moradores reascendeu o interesse sobre a história da Ilha. 

— Outro marco importante para levar a sério essa história de pesquisador, foi quando a professora Cybele de Ipanema escreveu o livro “História da Ilha do Governador” Me apaixonei pela obra e o livro significou o início da busca que faço até hoje por tudo que é relacionado à região.

Aos 75 anos, Jaime é casado com Marilene Moraes, tem duas filhas, Marina Moraes, médica e Marilia Moraes, publicitária, e colhe os frutos da vasta pesquisa que faz. Em breve vai lançar o livro “Ilha do Governador: Teu passado é um presente.” Na obra vai expor fotos históricas de momentos distintos da região e contar a história de 14 bairros da Ilha do Governador. 

O professor e pesquisador Jaime de Moraes é, ele próprio, um patrimônio, cujo conhecimento sobre a região é inestimável e todos devemos admirar o seu trabalho de pesquisa com reverência. Sua dedicação, seriedade e equilíbrio vão ajudar as futuras gerações a entenderem melhor as razões da Ilha do Governador ser uma região que faz a diferença na vida dos seus habitantes. 




Veja Também

Dublê de Antônio Fagundes é da Ilha - Quem gosta de ouvir uma boa história, sem dúvidas, se tornaria amigo do insulano Jorge Salles. Morador da Tauá, Jorge tem uma interessante trajetória de vida que o tornam um personagem diferente no cotidiano insulano. Já aposentado, Jorge Salles (66) é dublê do ator Antônio Fagundes e já foi militar, bancário, taxista e até árbitro de futebol. Reúne competência, profissionalismo e, é claro, boas histórias para contar.

Célia é a tradição em cestas na Ilha - A insulana Célia Félix se destaca na região há mais de vinte anos preparando bonitas cestas de café da manhã. Atenciosa e perfeccionista, ela é conhecida como Célia Cestas e monta com muito carinho cestas para todas as ocasiões com doces, salgados, biscoitos, sanduíches, frios variados e pães diversos, que encantam os insulanos.

Sua bandeira é a luta pela ecologia - Sérgio Ricardo, 50, é um insulano engajado nas causas ecológicas e sociais da região e coordenador de diversos projetos em defesa da Baía de Guanabara, além de promover as feiras agroecológicas da Praia da Bica e da Igreja Batista no Moneró.

Ana Paula dá alma às bijuterias - Ana Paula, 49, nasceu na cidade de Miraí, zona da mata de Minas Gerais, e se considera uma mineira de alma insulana. Aos 18 anos veio para a Ilha do Governador e daqui não saiu mais, e nem pensa em sair. Ana é conhecida na região por participar de diversas ferinhas vendendo bijuterias artesanais. Em abril deste ano abriu uma loja física no Ilha Plaza Shopping.

Orgulho de ser insulano da gema - Paulo Henrique, 46, é morador da comunidade do Guarabu, e ganha a vida, há mais de quinze anos, vendendo deliciosas pipocas, na Rua Sargento João Lopes, em um ponto quase esquina com a Estrada da Cacuia, na calçada ao lado da loja Kazinha. O segredo do sucesso da sua pipoca ele não guarda. ”Tudo que é feito com amor é bom. E na minha pipoca esse ingrediente nunca falta”.

Antônio foi à guerra e venceu - Antônio é um empreendedor nato. Primeiro filho do casal Anibal Soares e Maria Augusta, ele herdou da família a Panificação Jardim Guanabara, a famosa Padaria do Anibal. Embora a relação com os pais fosse muito boa, a infância foi vivida em Portugal ao lado dos avós Abraão e Maria Augusta em uma aldeia.


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