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Um cantor e compositor eclético

14/07/2017 - gente-da-ilha /Edição 1841
A Ilha tem se destacado no cenário musical, lançando novos artistas representantes de vários gêneros musicais, pessoas que vivem realidades diferentes, mas que tem em comum a paixão pela música e a vontade de espalhar ao mundo a sua arte. Esse é o caso do ex-mecânico Marcelo de Moraes, que encontrou na música uma forma de contar a sua história.
 
Nascido e criado na comunidade do Boogie Woogie, Marcelo desde pequeno se encantou com a música e com o serviço de mecânica. “Eu comecei a trabalhar com 12 anos porque gostei do serviço e fui aprendendo sozinho em uma oficina de um amigo no Cacuia. Trabalhava nos carros, escondido nos fundos sem os clientes verem, pois ninguém ia acreditar que eu sabia consertar os carros.”
 
Desde novo Marcelo se envolveu com a música e aprendeu tocar violão. Em seguida compôs as suas primeiras canções e começou a frequentar a igreja evangélica, onde se dedicou a música e atividades de ação social em diversas comunidades da Ilha, Duque de Caxias e em Itaboraí. 
 
— Dentro da igreja eu nunca procurei o destaque, sempre quis ajudar onde dava, mas sempre estive com o pé na música. Já compus mais de 200 músicas, a maioria do segmento cristão. Cheguei a lançar um CD com essas músicas e que ficou mais conhecido entre o pessoal de Caxias, mas ainda tenho muitas músicas nesse estilo.
 
Depois de uma tragédia familiar, Marcelo conta que desistiu por um tempo da música e se viu em uma profunda depressão, passou por um grave problema de saúde, que o levou a ficar internado por meses no hospital Evandro Freire, instituição pública que faz questão de destacar que foi muito bem atendido: “Fui tratado como Rei!”.
 
Recuperado, Marcelo não pode voltar mais ao oficio de mecânico, mas prometeu a si mesmo que voltaria para a música e daria o melhor de si. 
 
— Quando sai do hospital, prometi a mim mesmo que não abandonaria mais o sonho de cantar. Mudei de estilo musical, componho e toco MPB e Rock nacional. As minhas músicas hoje contam a minha história, são fatos que eu passei”.
 
Casado e pai de três filhos Marcelo atualmente se apresenta no Restaurante Delícias todo o sábado à noite e tem projetos para lançar um novo CD em 2018, desta vez com as suas novas músicas que tem feito sucesso na região pelo estilo alternativo.
 
Autor de músicas de letras irreverentes, que fazem o público pensar sobre as próprias atitudes, Marcelo é um exemplo de superação, perseverança e força de vontade. Cidadão do bem e talentoso ele acredita nos seus sonhos e luta por eles. Um verdadeiro artista com idéias próprias que segue suas intuições e sabe que o sucesso pode estar quando dobrar a esquina. Enfim, Marcelo é um artista do povo e merece reconhecimento. (96748-5345)




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Salim, a vocação para o social - Marcelo da Silva, mais conhecido como “Salim”, é um insulano nato apaixonado pela Ilha do Governador, que tem como filosofia de vida a crença no Grande Arquiteto do Universo. Atualmente é um dos coordenadores da Feira de Artesanato da Ilha do Governador que acontece aos finais de semana na Praia da Bica e na Ribeira.

Dublê de Antônio Fagundes é da Ilha - Quem gosta de ouvir uma boa história, sem dúvidas, se tornaria amigo do insulano Jorge Salles. Morador da Tauá, Jorge tem uma interessante trajetória de vida que o tornam um personagem diferente no cotidiano insulano. Já aposentado, Jorge Salles (66) é dublê do ator Antônio Fagundes e já foi militar, bancário, taxista e até árbitro de futebol. Reúne competência, profissionalismo e, é claro, boas histórias para contar.

Célia é a tradição em cestas na Ilha - A insulana Célia Félix se destaca na região há mais de vinte anos preparando bonitas cestas de café da manhã. Atenciosa e perfeccionista, ela é conhecida como Célia Cestas e monta com muito carinho cestas para todas as ocasiões com doces, salgados, biscoitos, sanduíches, frios variados e pães diversos, que encantam os insulanos.

Sua bandeira é a luta pela ecologia - Sérgio Ricardo, 50, é um insulano engajado nas causas ecológicas e sociais da região e coordenador de diversos projetos em defesa da Baía de Guanabara, além de promover as feiras agroecológicas da Praia da Bica e da Igreja Batista no Moneró.

Ana Paula dá alma às bijuterias - Ana Paula, 49, nasceu na cidade de Miraí, zona da mata de Minas Gerais, e se considera uma mineira de alma insulana. Aos 18 anos veio para a Ilha do Governador e daqui não saiu mais, e nem pensa em sair. Ana é conhecida na região por participar de diversas ferinhas vendendo bijuterias artesanais. Em abril deste ano abriu uma loja física no Ilha Plaza Shopping.

Orgulho de ser insulano da gema - Paulo Henrique, 46, é morador da comunidade do Guarabu, e ganha a vida, há mais de quinze anos, vendendo deliciosas pipocas, na Rua Sargento João Lopes, em um ponto quase esquina com a Estrada da Cacuia, na calçada ao lado da loja Kazinha. O segredo do sucesso da sua pipoca ele não guarda. ”Tudo que é feito com amor é bom. E na minha pipoca esse ingrediente nunca falta”.


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