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Gente da Ilha - José do Carmo Peixoto

02/12/2011 - gente-da-ilha /Edição 1548

Na história de vida do insulano José do Carmo Peixoto, a ACM-Ilha tem um capítulo especial. Atual presidente da instituição, Peixoto é um dos associados mais atuantes da entidade, que completa 38 anos neste mês de dezembro. Além das grandes amizades que fez na ACM, Peixoto se engajou com a proposta de qualidade de vida e os valores de respeito e igualdade dedicando-se voluntariamente para disseminar os objetivos da ACM.

 

Morador da região há 40 anos, Peixoto acompanhou a ACM desde a sua inauguração na Ribeira, mas a rotina como acemista começou em 1961 na sede da Lapa. Na época, Peixoto trabalhava como técnico de saneamento da Cedae em uma elevatória na Glória e morava em Bonsucesso. Para evitar o horário do rush na volta para casa, um amigo o convidou para jogar futebol de salão na ACM-Lapa.

 

– Comecei a sair do trabalho e ir direto para o futebol e rapidamente formei uma turma de amigos. Me identifiquei com os valores que a ACM passa, pois é diferente de estar numa academia. Tem um lado social que contagia os associados e meu envolvimento como voluntário da instituição começou nessa época. Em 1971, meu pai faleceu e deixou uma casa grande no Zumbi para onde me mudei com a minha família. Somente dois anos depois que a unidade da ACM na Ilha foi inaugurada e comecei a frequentá-la aos sábados e domingos, conciliando com as atividades que já fazia na ACM-Lapa – explica.

 

Aos poucos, os amigos foram aumentando também na ACM-Ilha e em 1981 surgiu o primeiro convite para fazer parte da diretoria. "Eu já ocupava o cargo de tesoureiro, quando meu grande amigo Paulo de Souza Pires foi eleito presidente. Por confiar em mim, me chamou para ajudá-lo mais diretamente. Depois da gestão do Paulo, em 87, fui eleito pela primeira vez", conta.

 

De lá pra cá, mesmo nos anos que não atuou como presidente, Peixoto sempre exerceu cargos na diretoria seja na Ilha ou na Lapa. "É um trabalho que toma muito tempo, mas é gratificante. Foi muito importante ter a minha família presente e dando apoio. Minhas filhas e meus netos cresceram aqui. A ACM é o maior investimento que uma família pode fazer. É uma instituição onde os profissionais prezam o respeito, a saúde e o lazer", comenta Peixoto que é pai das professoras Cláudia e Márcia e avô do Leonardo, da Juliana, da Letícia e das gêmeas de três anos Marcela e Isabela, que já estão na turma de jazz da ACM.

 

Outro pilar na vida de José Peixoto é o trabalho que desenvolveu durante 35 anos na Cedae. "Tenho muito orgulho de ter participado do projeto de remanejamento do esgoto da Ilha do Governador e ter fiscalizado outras obras aqui no bairro. Sinto que contribui para as melhorias da região. Fico feliz de ver que a empresa hoje em dia está moralizada e recuperou a imagem junto aos cidadãos. Uma vez por mês, me reúno com os amigos da Cedae para botar o papo em dia. No próximo dia 7 vamos fazer uma confraternização de fim de ano. É uma família de amigos também", garante.

 

Depois que se aposentou, Peixoto materializou um sonho. Adquiriu uma casa em São Pedro d’Aldeia, pertinho da praia, onde recarrega as energias. "É o meu refúgio, corro para lá aos finais de semana, e isso uniu ainda mais a família. Depois que perdi minha esposa Creuza, reunir os netos, as filhas e genros lá, traz muita paz. Minha família é tudo pra mim", conta.

 

Peixoto considera a Ilha fundamental na sua vida. Para ele o bairro precisa de gente que conheça bem a região e participe do cotidiano dos insulanos. "O bairro precisa de políticos que morem na região e conviva com os problemas e as maravilhas daqui pra poder ajudar de fato no que precisamos. Não deixaria nunca de morar aqui. É muito gostoso encontrar conhecidos por todos os lados. A Ilha acolhe bem os moradores", diz com convicção.

 

As partidas de futebol soçaite tornaram-se menos frequentes após um problema no joelho, mas Peixoto faz questão de manter a forma nas aulas de condicionamento físico nas manhãs das segundas, quartas e sextas, a partir das 5h30, com o professor Fábio Oliveira.

 

– Não sou só presidente, sou associado. O esporte me trouxe para cá – diz entusiasmado, esse cidadão que é referência de seriedade e dedicação. De espírito alegre e brincalhão junto aos amigos, o presidente Peixoto, entre outras virtudes que o destacam como cidadão, transmite um pleno discernimento da realidade. Realidade que ele enfrenta sereno, e ciente de que as responsabilidades devem ser assumidas na sua totalidade. Na Cedae ou na ACM ele é afável, alguém que se pode confiar e que todo mundo gostaria de ter como amigo.




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