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| Dia da Mulher: uma homenagem à Renata
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Mãe, esposa, profissional e companheira. A mulher já foi cantada em verso e prosa, nas mais diversas melodias. Uns as veem como sexo frágil. Todavia, elas contrariam esta tese mostrando a face guerreira e desbravadora que ganha contornos cada vez mais fortes e progressistas.
O Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março, revela o crescente espaço conquistado por elas no cotidiano. Um exemplo é a delegada da 37ª DP, Renata Teixeira de Assis que quebra paradigmas antigos. Na profissão há nove anos, Renata já comandou várias unidades policiais e há cinco meses é a titular da Ilha. Inserida em um meio ainda predominantemente masculino, a delegada conta que a percepção da mulher em cargos policiais, sobretudo os de chefia, está mudando.
- Quando eu fiz concurso, há nove anos, eram 120 alunos na minha turma, sendo 30 mulheres. A mulher tem que se impor pela competência. A pessoa está ali como profissional. Depois que assumimos o comando nas delegacias, o índice de registros policiais por parte das mulheres cresceu. O fato de encontrar uma outra mulher para ouvi-la, as estimulou a denunciar mais - evidencia Renata Teixeira.
Casada há dois anos com o também delegado Jader Amaral, Renata afirma que não é nada fácil conciliar o lado pessoal com o profissional e que o equilíbrio entre os dois é um exercício diário.
A vaidade é outro ponto importante que não pode ser esquecido. “É difícil porque a minha função acaba tornando a visão mais objetiva. A mulher em casa tem que ter uma visão mais afetiva. É preciso se desdobrar em várias atividades sem também deixar de ser vaidosa e profissional competente.”
- Desde pequena, minha mãe sempre incutiu em mim a importância da independência financeira e profissional. A mulher independente só tem a somar, mas respeito aquela que quer ser a companheira. Minha opção foi procurar a independência pessoal e financeira para depois partir para o casamento – diz confiante.
Renata Teixeira ainda não é mãe, mas no futuro não descarta a possibilidade. “Ser mãe é um sonho. Toda mulher tem que ter um filho para cuidar e passar o que tem de melhor.” Para a delegada, as mulheres têm muito o que comemorar dia 8 de março. No entanto, ela reconhece que o avanço ainda não é pleno, mas é significante. “Já estamos em 70% do caminho. Os 30% se referem à equiparação de salários, mais mulheres em cargos de poder, assim como o direito a licença maternidade maior para uma adaptação tanto da criança como da mulher à nova realidade.”
A delegada deixa uma mensagem às insulanas. “Quero parabenizar cada uma de nós, porque somos responsáveis pelo o que há de bom na sociedade. Nunca parem de lutar pela independência financeira, para que consigamos conquistar estes 30% que faltam.”
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