Matérias
Barcas velhas e condenadas ocupam Estação do Cocotá e moradores reagem
Caminhão derruba 3 postes e rede elétrica
Tráfico proíbe soltar pipas
Tribo Cacuia comemora dez anos
Julio Cesar, lateral do Fluminense, tem saudades da infância na Ilha
Polícia procura os assassinos de jovem morto no Boogie Woogie
 
Barcas velhas e condenadas ocupam Estação do Cocotá e moradores reagem

Quatro embarcações com mais de 40 anos de uso e que devem ser transformadas em ferro-velho, brevemente, estão ancoradas junto a Estação das Barcas do Cocotá. Segundo a reportagem do Ilha Notícias apurou, essas barcas foram proibidas de ficar no cais da cidade de Niterói porque atrapalhavam o movimento das outras embarcações. A empresa Barcas S.A diz que as trouxe para a Ilha do Governador, mas ainda não sabe o destino que será dado a elas. Enquanto isso, elas prejudicam a atracação das barcas que fazem o trajeto Ilha x Praça 15, pois um dos lado do píer fica ocupada. Moradores do bairro rejeitam a idéia do local se transformar num depósito de sucatas onde podem proliferar mosquitos além de trazer outros problemas.

Comunidade reage contra barcas velhas

Quem passa nas proximidades do Terminal das Barcas, no Cocotá, pode observar já ao longe quatro embarcações bem antigas, de propriedade da concessionária Barcas S/A, que estão ancoradas na estação. A empresa afirma que está em andamento, na agência reguladora (Agetransp), um procedimento administrativo de baixa das embarcações Lagoa, Itapetininga, Urca e Santa Rosa. A concessionária ainda não sabe o destino das embarcações.

Informações, no entanto, dão conta que a empresa teria sido obrigada a retirar as embarcações velhas do cais de Niterói e obteve autorização para deixá-las ancoradas no Cocotá. O fato, entretanto, já revolta a população que reage a idéia do Cocotá se transformar em um cemitério de embarcações inservíveis, o que prejudica a beleza dos contornos do litoral.

Na opinião do insu-lano Carlos Júnior, as barcas enfeiam o cenário e dão um ar antiestético à região. “As embarcações velhas prejudicam a paisagem o bairro. Não sabemos aonde isso vai parar.”

A preocupação de Janaína Rovari com as barcas paradas no cais é pelo medo do local se tornar propício para o desenvolvimento de focos do mosquito da dengue. “A Barcas S/A está fazendo o Terminal do Cocotá, de depósito de barcas velhas. Com as chuvas intensas, a água se acumula formando criadouros do mosquito da Dengue.”

Denise Figueira concorda e vai além. “As carcaças dos pneus sem uso, servirão, progressivamente, de abrigo para mosquitos, bichos e quem sabe demais perigos.”

A concessionária informou que uma equipe de inspeção naval da Capitania esteve no local e constatou que as embarcações estão fora de tráfego, em total segurança. Ainda de acordo com a empresa, as barcas não representam risco de poluição, pois todo o combustível e óleo foram retirados de seu interior.

Sobre o perigo das barcas se transformarem em focos da dengue, a concessionária assegurou que foi realizado o procedimento de dedetização e combate às larvas do mosquito Aedes Aegypti, nas embarcações e na estação, em janeiro deste ano.
 
Capa
Ano XXXIV - Edição 1455
Colunas & Seções
Clubes & Associações
ACM-Ilha
Informativo União da Ilha
Ilha & Negócios
Copyright © 2000 - 2003 Ilha Notícias. Todos os direitos reservados