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| Daniel luta para ir às Olimpíadas
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O lutador de Luta Livre e professor de educação física, Daniel Malvino, de 27 anos, conhecido como “Pirata”, enfrenta o maior desafio da carreira: conseguir um patrocinador a tempo de conseguir disputar o Campeonato Mundial em Hering, na Dinamarca, em 21 de setembro deste ano. Ou seja, na próxima semana.
Natural de Mato Grosso do Sul, o lutador veio para a Ilha do Governador ainda pequeno. Morou nas Pitangueiras e há quatro anos reside no Tauá. O esporte esteve sempre presente na vida deste insulano. O gosto pelas lutas foi despertado ainda na infância, por intermédio da mãe, a intérprete Marisol Alves, grande incentivadora.
Para preencher o tempo livre do filho, Marisol estimulava a prática de várias atividades físicas: judô, natação, boxe, vale tudo, luta livre, jiu-jitsu e capoeira. A carreira de Daniel Malvino começou a ser traçada já aos cinco anos de idade, quando ingressou nas aulas de judô, do Colégio Abelardo Feijó, no Cocotá. Dois anos depois, passou a treinar na academia J. Mamed, no Cacuia.
Com o passar do tempo, a dedicação pelo esporte aumentava e os resultados já eram visíveis. O primeiro contato com a Luta Livre, de fato, foi aos 11 anos, com o professor Eduardo Paes, conhecido como “Dadu”. O primeiro título importante do esportista foi o Campeonato Brasileiro de Luta Greco Romana, aos 16 anos. Ao longo da trajetória várias vitórias foram conquistadas no âmbito Nacional e Internacional. Daniel diz não saber ao certo, quantas medalhas já ganhou.
Já na fase adulta foi medalhista Sul-americano por duas vezes. Em 2008 ficou em segundo lugar e em 2009 ganhou o bronze, na competição. Para Daniel, a luta mais emocionante foi no Campeonato Brasileiro deste ano, quando sagrou-se campeão pela quinta vez consecutiva em três categorias de pesos diferentes (60, 66 e 74 quilos). No entanto, Daniel Malvino sonha mais alto.
- Meu maior sonho é disputar as Olimpíadas de 2012, em Londres. Mas, para isso, eu preciso conseguir urgente um patrocínio para viajar e participar do Campeonato Mundial, na Dinamarca. Eu preciso de apoio da iniciativa privada e de empresas aéreas, para que eu possa me manter ativo nos campeonatos internacionais – diz o atleta confiante.
Mas a vida de Malvino não é feita apenas de trabalho. Nas horas que não está se dedicando ao esporte, adora ver filmes medievais. O atleta não gosta de sair e prefere ficar em casa descansando da intensa rotina de trabalho e treino. O único dia livre na agenda é o domingo. De segunda a sábado sai de casa às 7h e vai para a academia, onde desenvolve atividades esportivas até as 20h. Ele também dá aulas de luta livre e jiu-jitsu. É faixa preta nas duas categorias.
Daniel conta atualmente, com o apoio do Curso Wizard, que oferece bolsa de estudo e da Academia Delfin, que cede o espaço e estrutura para os treinos. Mas, para ir às Olimpíadas é necessário estar competindo internacionalmente. Para os jogos Pré-olímpicos o atleta já tem a vaga garantida, patrocinada pelo Comitê Olímpico Brasileiro. Nos cálculos do esportista, somente as passagens de ida e volta para a Dinamarca, custam em torno de R$ 3.500. Para cobrir os gastos com passagens, alimentação, inscrição e hospedagem serão necessários R$ 4.500. Empresas que queiram patrocinar Daniel podem entrar em contato pelo e-mail: danielmalvino@gmail.com
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