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Grupo “Os 20 de Ouro” comemora 25 anos com a elite dos batuqueiros
 
Grupo “Os 20 de Ouro” comemora 25 anos com a elite dos batuqueiros

O tradicional almoço anual de aniversário do grupo “Os 20 de Ouro” aconteceu sábado, na Portuguesa Carioca, com a presença de integrantes do grupo, amigos e familiares. O evento, que sempre acontece no segundo sábado depois do Carnaval, começou às 13h e só não entrou pela noite porque muitos que ali estavam iriam para a festa da União, à noite. O Grupo “Os 20 de Ouro” é considerado um dos melhores conjuntos de percussão em atividade no mundo do samba, e está completando vinte e cinco anos de estrada. Jorge Bastos, o Dodi, presente no almoço, que fez parte do conjunto e hoje toca no 1000% Amigos, comentava a vitalidade do conjunto: “‘Os 20 de Ouro é um grupo reconhecido na elite do samba. É show direto, o tempo todo.” No almoço, o clima foi de confraternização total.

– Aqui estão os melhores batuqueiros do 20: Paulinho é o melhor tamborim do Rio de Janeiro. O Dodi toca todos os instrumentos. – disse Mestre Odilon, um dos seus componentes mais ilustres e diretor do grupo. Ele relembrou a origem do grupo, a partir de uma dissidência dentro da bateria da União da Ilha: “Nós estávamos brigados na escola. Saímos da União da Ilha e decidimos fazer o nosso grupo e desfilar. Foi uma ciumada. E de uma pessoa que nós gostamos muito. Hoje, ele é nosso amigo prá caramba. Mas, na época, nós éramos jovens e ficamos meio chateados. Hoje, eu posso dizer que o Paulão estava certo. E graças a Deus, agora somos bons amigos.”

Alfredo, diretor do grupo, comentava a principal característica do “20 de Ouro”: “ É uma família. Fora o grupo de samba, nós temos a amizade. Estamos completando vinte e cinco anos não só de samba, mas de amizade.” Alfredo considera isto fundamental para a qualidade do som do grupo.

- Quando você tem harmonia na sua amizade, você tem tranqüilidade. No meio do samba, se os componentes têm harmonia como amigos, acontece tudo certo. Da amizade, nós tiramos o suingue – ensina o per-cussionista.

Atualmente, o grupo conta com amigos de outros bairros, de baterias de outras escolas de samba. Odilon explica: “As pessoas que vêm são bem chegadas. Desde que entrem no nosso parâmetro de trabalho.” O grupo se apresenta como uma pequena bateria - dois surdos de terceira, um de primeira, um de segunda, quatro tamborins, três chocalhos, oito caixas e quatro repiques – formação que, segundo Odilon, garante uma boa cadência. O mestre de bateria se desligou da Grande Rio depois do carnaval e diz que está preferindo ficar mais sossegado, mais próximo da Igreja. Uma das razões, segundo ele, é justamente o andamento das baterias.

- As baterias estão correndo muito. E por isso eu estou até abandonando um pouco o samba. Isso está me deixando triste. O samba tem um andamento. E a gente, que tem o ritmo do samba, está ficando cafona, está ficando fora. Seria bom se as pessoas respeitassem o ritmo do samba.
 
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Ano XXXIII - Edição 1410
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