Eles agem na “calada da noite”, pulam grades, escalam paredes e se arriscam só para deixar registradas suas marcas em lugares onde sejam bem vistas: são os pichadores, na maioria jovens que muitas vezes invadem casas e prédios para sujar fachadas e muros, desrespeitando moradores e comerciantes que ficam revoltados com tais atos que apenas contribuem com o vandalismo.
A empresária Marisa Santiago conta que a fachada de sua casa, na Rua Jaime Perdigão, no Moneró, foi pichada diversas vezes.
— Quando era limpa dias depois aparecia suja de novo — lamenta.
Enquanto moradores e comerciantes se revoltam com a sujeira proveniente das pichações, a maioria dos pichadores se gaba com as próprias atitudes, como garante o jovem R.B., que não quis se identificar. Segundo ele, quanto mais audaciosos forem os lugares pichados, mais os integrantes da categoria se destacam e ganham o reconhecimento dos demais.
— Invadir casas e subir em prédios só para deixar uma marca, seja a “assinatura”, uma frase de protesto ou desenho é perigoso, nós sabemos, mas é emocionante — afirma R.B., acrescentando que os pichadores “assinam” com seus respectivos apelidos.
Porém, essas atitudes não ficam impunes. O ato de pichar é considerado crime ambiental, conforme o Artigo 65 da Lei 9605, de 1998, e o pichador pode ficar preso de 3 meses a 1 ano, ou pagar uma multa. Os que são pegos invadindo casas e prédios são enquadrados no crime de tentativa ou invasão consumada de privacidade, e também podem ser presos.
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