Calçadas, passarelas, estabelecimentos comerciais desocupados e praças públicas. Esses são alguns lugares onde podem ser encontrados diversos mendigos, que transformam muitas dessas áreas em seus lares, dormindo, fazendo refeições, enfim, vivendo, em condições até subumanas.
A Praça Gabriel de Novaes, mais conhecida como Praça dos Bancários, na Avenida Doutor Agenor de Almeida Loyola, é um exemplo. Lá, homens e mulheres ocupam parte do lo-gradouro usando bancos e mesas de concreto para fazer refeições e conversar, enquanto a mureta de proteção e as calçadas são improvisadas como “cama”.
— Tenho medo de levar meus filhos para brincar ali por causa dos mendigos. A maioria fica bebendo. Certa vez uma mulher do grupo começou a jogar lixo pela praça toda e não parava de gritar, parecia uma louca — contou a costureira Elisabete Rocha.
Outro local feito como moradia é o Corredor Esportivo do Moneró. Segundo contou o estudante de Jornalismo Luís Almeida, equipe da Secretaria municipal de Desenvolvimento Social esteve na área para retirá-los, mas tempos depois alguns acabaram voltando.
— Eles tinham cachorros, sofá, colchões, e eram muitos, faziam o local de moradia mesmo. Pensei que tivessem conseguido tirá-los de lá, mas já tem gente “morando” de novo — denunciou.
De acordo com a assessoria da Secretaria de Desenvolvimento Social, as ações para retirada de mendigos das ruas são feitas com o apoio da Guarda Municipal, subpre-feitura, Comlurb, assistentes sociais e psicólogos, e em alguns casos têm a participação da Polícia Militar e integrantes do Juizado de Menores. Na Ilha, eles são encaminhados para o Centro Municipal de Atendimento Social Integrado - Cemasi Stella Maris, no Galeão, onde são inseridos em projeto da prefeitura que oferece abrigo provisório e cursos profissionalizantes.
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