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Traficantes levam pânico às ruas

Em menos de uma hora, criminosos do Morro do Dendê espalharam terror pelas ruas da Ilha na série de ataques realizados na manhã de segunda-feira, 25. Eles metralharam a 37ª DP (foto ao lado), duas cabines da PM (Village e Jardim Guana-bara), um prédio comercial, roubaram oito carros, e invadiram uma casa no Moneró. Dezenas de policiais perseguiram os bandidos (abaixo), e o tiroteio resultou em dois inocentes feridos, e três traficantes mortos. A violência levou o Aeroporto Tom Jobim a fechar uma das pistas de pouso e decolagem.

Bandidos metralham delegacia, e três deles são mortos em seguida

Tiroteio, morte e medo tomaram conta da Ilha logo no início da semana. Na segunda-feira, 25, bandidos e PMs entraram em confronto após crimonosos, em represália pela ação da polícia no Morro do Dendê, atirarem em duas cabines da corporação e na fachada da 37ª DP. A violência foi tão grande que atrapalhou operações do Aeroporto Internacional Tom Jobim.

A PM cumpria mandados de prisão no Dendê na manhã de segunda. Acuados, os traficantes começaram a promover os ataques. Em três carros, que teriam saído da favela, por volta das 8 horas, eles fizeram disparos contra as cabines da Rua Babaçu e do Village, e a delegacia. O patrulhamento teve reforço do Batalhão de Operações Especiais (Bope), da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), e de um helicóptero. A Estrada do Galeão, sentido saída da Ilha, chegou a ser fechada.

Rajadas de metralhadora e tiros de pistola deixaram dois feridos: pai do estudante de Direito Rubens Arruda Bruno, 19 anos, Ludovico Ramalho Bruno foi atingido por estilhaços de vidro na delegacia quando buscava informações sobre o filho. O jovem foi preso sob acusação de espancar uma empregada doméstica no domingo, 24, na Barra da Tijuca. Ele estava escondido na casa de um amigo na Ilha.

Perto da DP, Márcia Cristina Couto foi ferida de raspão na cabeça por um tiro, quando estava no terceiro andar de um prédio comercial. Três veículos estacionados na frente da delegacia, um deles de Ludovico Ramalho, também foram alvejados. Um centro empresarial, na Estrada do Galeão 2315, foi alvo das balas disparadas no confronto. Duas empresas do prédio foram atingidas.

Durante a perseguição, bandidos começaram a roubar carros para tentar despistar os policiais. Oito foram roubados e, mais tarde, seis haviam sido recuperados. Dois veículos com criminosos escaparam, mas um Fiat Uno, com cinco homens, ficou encurralado na Rua Haia, Moneró. Dois traficantes foram mortos. Outro tentou escapar mesmo ferido e invadiu uma casa na Rua Sena. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Anderson Rosário da Conceição, de 18 anos, ferido de raspão, foi preso. O quinto bandido fugiu. No Uno foram encontrados um fuzil, uma pistola, dois carregadores e drogas.

Os mortos foram André de Lima Sobrinho, o André Mãozinha, 30 anos, que já possuía 11 mandados de prisão, Rafael Batista de Aragão, 19 anos, e Leonardo Sodré de Andrade, o Gambá, 23 anos.
No Jardim Guanabara, moradores foram surpreendidos com os tiros que vinham do helicóptero da Polícia. Os alvos eram os bandidos que buscaram abrigos nas casas.

Em comunicado oficial, a Aeronáutica informou que os órgãos de controle efetuaram um gerenciamento de fluxo nas aeronaves da Ponte Aérea, aumentando o intervalo entre as decolagens. Devido ao confronto, as operações na pista 10 do Aeroporto Tom Jobim foram suspensas pela manhã, e transfe-ridas para a pista auxiliar.

Soldados da Força Nacional de Segurança reforçaram a vigilância no Galeão.
 
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Ano XXXI - Edição 1322
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